Mobilidade com tecnologia

A pressão da sociedade, as mudanças promovidas pelo prefeito Gean Loureiro, desde a chegada de Michel Mittmann na secretaria de Transportes e Mobilidade Urbana e o início de um envolvimento maior das demais instituições com gerência sobre o trânsito e a organização da cidade e da região, começam a produzir iniciativas que aumentam a esperança de vermos Florianópolis longe das piores cidades para dirigir, caminhar ou usar uma bicicleta.

A experiência que será realizada neste final de semana, com a implantação de um sistema para uso de uma faixa reversível nas pontes já deveria ter sido executada há muito tempo. Ela é comum em rodovias concessionadas, em São Paulo, no Rio de Janeiro e mesmo aqui em Santa Catarina pode ser feita em trechos da BR-101. É alternativa há anos para quem transita entre o centro e o Sul da Ilha, mas não era cogitada para as pontes, principal gargalo de acesso quando lembramos que Florianópolis é uma Ilha.

Para que essa alternativa funcione é preciso ter agilidade na implantação dos dispositivos e timing para entender em que tipo de situação ela pode ser empregada. A manobra precisa se tornar parte da rotina da cidade e os motoristas precisam se habituar com ela. Por isso o teste em um dia de pouco movimento e, depois, um teste para valer. Só assim saberemos se a faixa reversível é eficaz, para podermos sonhar com ela também para desafogar o trânsito. Com ela e com outras tecnologias, que podem ser aplicadas sem grandes investimentos, mas que podem fazer muita diferença para a cidade.

(Editorial ND, 19/07/2019)


Publicado em 19 julho de 2019

Categorias:
Desenvolvimento, Planejamento, Radar, Tecnologia
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