A alternativa do emissário

Artigo escrito por Cláudio Ramos Floriani, Superintendente de Meio Ambiente e Recursos hídricos da Casan (DC, 30/07/2010)

O presidente da Casan, Walmor Paulo de Luca, publicou, recentemente, neste espaço, um texto falando sobre emissários submarinos. A motivação teria sido uma panfletagem feita na Praia Mole em que os signatários, representando uma ONG, além de usarem indevidamente o logotipo da empresa, mostravam desconhecimento sobre o assunto. Agora, alguém que se diz ecologista, afirma (veja o artigo) que as ideias apresentadas no artigo eram sofismas. Na condição de técnico posso assegurar que o que foi dito está respaldado em literatura especializada facilmente consultável em nossa biblioteca e à disposição dos interessados.

O sofisma é um raciocínio que beira a ambiguidade, próprio de quem prefere confundir a esclarecer, o que não é o nosso caso porque buscamos popularizar um conhecimento e uma prática que já são de domínio universal há mais de 100 anos e bem assimilada pelos países desenvolvidos, que é o uso de emissários submarinos como alternativas para o destino do esgotamento sanitário. A instalação de um emissário exige um Estudo de Impacto Ambiental (EIA) e um Relatório de Impacto do Meio Ambiente (Rima).

Os emissários são instalados em áreas onde as condições hidrodinâmicas consideradas adequadas são a forma mais correta, eficaz e segura de dispor esgotos sanitários tratados, particularmente em regiões litorâneas que possuem no turismo e maricultura atividades econômicas de grande interesse social, como é o caso de Florianópolis. Não se trata só da balneabilidade, mas da sustentabilidade econômica dessas regiões, e também da proteção das águas das baías Norte e Sul.


Publicado em 30 julho de 2010

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