Hora de sanear

Da coluna de Moacir Pereira (DC, 20/05/2007).

Os fatos revelados nas gravações telefônicas grampeadas pela Polícia Federal não constituem, a rigor, surpresa para parte da população de Florianópolis. Muito se fala, e há anos, sobre relações incestuosas entre membros do Poder Executivo e integrantes da Câmara Municipal. Mudanças no Plano Diretor da cidade, aprovadas na calada da noite, eram executadas com graves suspeitas. Aprovação de projetos, em órgãos municipais, muitas vezes precedida de chantagens e exigências imorais que tornavam simples cidadãos e empreendedores reféns de uma prática abjeta.

A pergunta que não quer calar: por que os empresários honestos, os cidadãos de bem, nunca denunciaram estas práticas nocivas?

A Operação Moeda Verde certamente revelará, com as provas que a Justiça exige para identificar a prática de ilícitos, os autores destes. E, diga-se, não apenas em relação à questão ambiental, colocada no epicentro desta crise. Também no que se refere às decisões do Legislativo e dos processos do Executivo.

O que a cidade espera é um amplo saneamento. Neste sentido, propostas concretas enriquecem o debate. Os vereadores Xandi Fontes e Angela Albino, por exemplo, sugerem que toda a alteração no Plano Diretor seja em votação nominal, identificando os vereadores que concordaram com as mudanças, justificando publicamente a decisão.


Publicado em 21 maio de 2007

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Plano Diretor, Radar
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