CentroSul e o futuro do Centro: uma oportunidade para Florianópolis
Artigo de Daniel Araújo
Presidente da FloripAmanhã, empresário e publicitário.
Florianópolis tem diante de si uma oportunidade que vai além da gestão de um espaço para eventos. A nova concessão do CentroSul deve ajudar a reconectar a cidade com o mar, abrir áreas de convivência e integrar o equipamento a um Centro revitalizado, mais ativo, acessível e conectado à vida urbana.
O CentroSul é um equipamento estruturante para o turismo de negócios, para a economia criativa, para o setor de tecnologia e para a dinâmica cultural da cidade. Em sua configuração atual, já não atende plenamente à demanda de uma capital que se posiciona como polo de inovação, gastronomia, empreendedorismo e qualidade de vida.
Florianópolis tem vocação para receber eventos corporativos, científicos, tecnológicos e culturais. Esses eventos movimentam hotéis, restaurantes, comércio e diversos serviços que geram oportunidades ao longo do ano. Em uma cidade marcada pelo turismo de verão, um centro de eventos moderno reduz a sazonalidade.
A proposta de concessão ampliada, com revitalização do centro de eventos, aumento da sua capacidade, área gastronômica voltada para o mar e melhor conexão com o entorno, aponta para um caminho necessário. Mais que ampliar a estrutura física, é preciso fazer com que o CentroSul converse com a cidade. Sua integração com o Centro Histórico, a Praça XV, a avenida Hercílio Luz, o futuro BRT e o transporte marítimo pode transformar aquela área em eixo de circulação, convivência, serviços e cultura.
Esse é o ponto central: o CentroSul não deve permanecer como uma estrutura isolada. Ele deve aproximar a cidade do mar, estimular novos usos no entorno e fortalecer o Centro como lugar de encontro. Um equipamento bem planejado não funciona apenas nos dias de evento. Ele gera movimento, ativa negócios e contribui para devolver vida a áreas estratégicas.
A FloripAmanhã entende que este é um daqueles projetos que definem gerações. Exige responsabilidade técnica, segurança jurídica, diálogo com o mercado e compromisso com o interesse público. Não se trata apenas de concessão. Trata-se de visão de cidade. A concessão do CentroSul precisa ser pensada como parte de um projeto maior, alinhado à mobilidade, ao turismo, à economia criativa e à requalificação urbana.
Florianópolis já demonstrou sua capacidade de transformar desafios em oportunidades quando sociedade civil, setor produtivo e Poder Público atuam de forma colaborativa. Com o CentroSul, o mesmo princípio se aplica: a cidade precisa de um equipamento à altura da sua vocação.
(ND, 27/04/2026)
Publicado em 27 abril de 2026