O Idoso como protagonista social
Artigo de Dr. Luiz Alberto Silveira
Médico e Coordenador do Programa Floripa +100
Durante muito tempo, o envelhecimento foi associado à ideia de perda: de força, de autonomia, de relevância. Essa narrativa é limitada e injusta. O idoso não é apenas alguém que envelheceu. É alguém que acumulou experiência, conhecimento e visão de mundo.
A FloripAmanhã defende o envelhecimento ativo, no qual o idoso é reconhecido como participante pleno da sociedade, com direitos, responsabilidades e potencial de contribuição, rompendo com o paradigma da dependência e propõe: o idoso não é apenas destinatário de cuidado — é agente de transformação, e sua participação está associada a melhores indicadores de saúde: menor incidência de depressão; maior preservação cognitiva; melhor qualidade de vida; maior longevidade ativa.
Para tanto, é necessário criar espaços reais de participação: conselhos e fóruns comunitários; atividades culturais e educativas; programas de voluntariado; iniciativas intergeracionais. A cidade deve oferecer não apenas assistência, mas oportunidade, reconhecimento e valorização.
Valorizar o idoso é incluir sua voz nas decisões; reconhecer sua contribuição social; combater estigmas relacionados à idade.
O Programa Floripa+100 propõe exatamente essa mudança de olhar: o idoso como sujeito ativo, participante, criador de sentido.
E uma cidade longeva não é a que apenas cuida de seus idosos — é a que aprende com eles. Surge assim uma nova imagem: o idoso como protagonista. Não alguém que se retira, mas alguém que continua. Porque a vida não termina na velhice, ela se transforma podendo alcançar sua forma mais plena. O Programa traz orientações sobre hábitos, comportamentos e condições que influenciam a longevidade e envolve cultura, educação, ambiente urbano, vínculos sociais, prevenção e acesso à informação de qualidade.
(ND, 27/07/2026)
Publicado em 27 julho de 2026