Entorno do CentroSul passará por grandes mudanças nos próximos anos

Em até seis anos, o CentroSul e a região do entorno passarão por mudanças profundas, que devem alterar a forma como as pessoas interagem com o equipamento. A DMDL Ltda., que arrematou o centro de eventos no leilão promovido pela prefeitura, fica responsável pela gestão do local pelos próximos 35 anos. Com início em janeiro de 2027, o contrato firmado com a prefeitura prevê uma série de alterações na região.

“Acho que a cidade tem muito a ganhar com isso e com os próprios eventos que vêm para cá também”, avalia a secretária de Licitações, Contratos e Parcerias de Florianópolis, Katherine Schreiner.

Uma das mudanças é o acesso ao CentroSul, para evitar filas e se integrar mais ao cotidiano da cidade. A rua deve ficar rente ao mar, por trás do terreno, e se ligar à avenida Gustavo Richard, o que deve ajudar a desafogar o trânsito em dias de eventos. “Assim, a gente desvia aquele fluxo mais lento na entrada do estacionamento para evitar filas na Beira-Mar e na própria Gustavo Richard”, diz Katherine.

Outra mudança prevista é a construção de uma ciclovia passando ao lado dessa nova via de acesso. A ideia é ligar a Beira-Mar Norte com o acesso ao bairro José Mendes, na rua Silva Jardim, passando por trás do CentroSul e da Passarela Nego Quirido.

ACESSIBILIDADE

Todas as obras serão feitas seguindo os padrões mais atuais de acessibilidade. Entre as mudanças previstas também está a troca da passarela de pedestres que liga o centro de eventos ao Parque Metro-politano Francisco Dias Velho.

“A gente já tem uma passarela que atravessa por cima da Gustavo Richard, mas ela não tem acessibilidade. Então, essa nova passarela vai precisar respeitar todos esses padrões”, explica a secretária.

Polícia Civil terá novo prédio

Outra mudança é a troca de endereço do Core (Coordenadoria de Operações e Recursos Especiais) da PCSC (Polícia Civil de Santa Catarina). Atualmente, os agentes usam um prédio anexo ao terreno do CentroSul, às margens da avenida Gustavo Richard.

A DMDL deverá construir uma nova unidade, num terreno que fica um pouco mais à frente, entre a rampa de acesso da Passarela do Samba e a Gustavo Richard, próximo ao túnel Antonieta de Barros. A área está praticamente vazia, ocupada apenas por uma trave de futebol. A sede antiga poderá ser aproveitada ou demolida, conforme a necessidade.

Katherine explica que a mudança é estratégica para o uso do prédio no CentroSul e para a PCSC. “A polícia vai continuar com um bom acesso, tanto para entrar para a Ilha, ou se eles precisarem sair rapidamente da Ilha, eles também conseguem fazer o retorno rápido. Ficou muito bom pra eles”, afirma a secretária.

Etapas vão até 2032

O edital da concessão exige o investimento de R$ 52,6 milhões em reformas até o final de 2032, sexto ano de gestão da empresa.

Nos dois primeiros anos, o investimento previsto é de R$ 43,4 milhões em reformas da fachada e do espaço interno, reestruturação das docas — onde são feitas a carga e descarga de materiais para os eventos — e a construção de mais 350 vagas de estacionamento.

Esta primeira fase inclui ainda obras de drenagem no local, que sofre com alagamentos em dias de maré alta, e reforço da galeria do rio da Bulha, que vem da avenida Hercílio Luz e deságua no mar. Entra aí também a construção do novo acesso e da sede para a Core.

Na segunda etapa, que compreende a demolição da atual passarela e construção da nova, o valor previsto é de R$ 6,2 milhões. O prazo é dezembro de 2030.

ÁREA DE CONVIVÊNCIA

Por fim, até dezembro de 2032, a DMDL precisa investir R$ 3 milhões para entregar uma área de convivência, com 1.500 m². A prefeitura pede que esse espaço fique preferencialmente na beira do mar, mas a DMDL pode apresentar o projeto da forma que achar mais vantajoso, desde que justifique as escolhas.

“Pode ser que daqui a pouco a empresa queira instalar algum equipamento de lazer, por exemplo, uma roda gigante, alguma coisa que atraia turistas ali para aquele local, que não sejam necessariamente os eventos”, imagina a secretária Katherine.

A reportagem procurou a empresa para saber detalhes dos projetos, mas até o fechamento desta edição não havia recebido respostas.

(ND, 02/10/2026)


Publicado em 02 outubro de 2026

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