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Rede brasileira de Cidades Criativas da Unesco participará do 2º Ecriativa em Florianópolis

Evento realizado pela Prefeitura Municipal e Associação FloripAmanhã discutirá soluções para o desenvolvimento sustentável.

Entre os dias 26 e 28 de março, Florianópolis receberá a segunda edição do ECriativa. O evento, que terá abertura oficial no dia 27 no Hotel Sesc Cacupé, é uma oportunidade para promoção do debate entre os municípios brasileiros que participam da Rede de Cidades Criativas da Unesco, criada em 2004. A iniciativa tem por princípio impulsionar projetos que visam ao desenvolvimento sustentável, de acordo com os objetivos estabelecidos pela Organização das Nações Unidas (ONU). Participarão do encontro representantes do Ministério da Cultura e do Ministério do Turismo, além do Sebrae Nacional e da Unesco Brasil.

Compartilhar conhecimentos e experiências é a tônica do Ecriativa

Momento importante para a cooperação e a troca de experiências e conhecimentos, o evento reunirá oito cidades na capital catarinense. Estarão presentes Belém e Paraty, que fazem parte do segmento gastronômico; Brasília e Curitiba, do design; João Pessoa, do artesanato; Salvador, da música; e Santos, do cinema. Outros três municípios que buscam a chancela da Rede de Cidades Criativas da Unesco também participarão: Belo Horizonte, São Paulo e Fortaleza. A primeira edição do evento ocorreu no ano passado em João Pessoa.

Para aprimorar o intercâmbio entre os municípios brasileiros, uma sub-rede nacional foi criada. É esse coletivo que estará reunido nos próximos dias em Florianópolis, conforme explica a coordenadora geral do Programa Florianópolis Cidade Criativa Unesco da Gastronomia, Anita Pires.

– O ECriativa é um avanço no qual serão estabelecidos indicadores, compromissos e o papel dessas cidades. Além de estabelecer como cada uma irá partilhar experiências no sentido de incentivar a economia criativa – explica.

A intenção é que o evento fortaleça a troca de informações técnicas, resultando ainda no Manifesto das Cidades Criativas Brasileiras e do Regimento da Rede Brasileira de Cidades Criativas Unesco.

– A chancela é uma joia que todo o setor privado, universidades, comércio e prefeitura devem usar para buscar superar mazelas e a pobreza, buscando os objetivos de geração de riqueza e bem-estar social – defende a coordenadora.

Diversidade gastronômica levou Florianópolis a ser reconhecida pela unesco

Desde 2014, Florianópolis faz parte do seleto grupo de municípios em todo o mundo que compõem essa rede. Com mais de 150 cidades espalhadas em 72 países, a iniciativa visa à consolidação das indústrias criativas e culturais no desenvolvimento das cidades por meio da cooperação. A candidatura da capital catarinense destacou aspectos como multiplicidade na culinária local, com fortes influências açorianas, indígenas, africanas e alemãs, por exemplo. Outro ponto abordado foi a relevância na maricultura, com o cultivo de ostras apreciadas em todo o País, o que culminou com a escolha da capital catarinense como a primeira cidade brasileira reconhecida no âmbito da gastronomia.

De acordo com Marcus Rocha, superintendente de Tecnologia da Prefeitura Municipal de Florianópolis, esse pioneirismo permite ampliar os horizontes para o desenvolvimento do município.

– Fomos a primeira cidade brasileira a ter a chancela da Unesco em Gastronomia. É um reconhecimento à nossa história, nossas raízes e aos sabores da Ilha, mas também uma oportunidade de falarmos sobre educação, inclusão profissional e geração de resíduos. Um dos grandes benefícios do debate proporcionado pelo ECriativa é a potencialização das ideias que já deram certo – pontua. Rocha aborda, ainda, a importância da participação no programa para a promoção do crescimento sistemático das cidades.

– O evento cria um debate em nível nacional. É um momento para que se possa compartilhar ações que estão funcionando em outras cidades, tornando possível que todas aprendam com essas experiências.

Para que os visitantes possam conhecer a gastronomia de Florianópolis, a programação do ECriativa terá visitas técnicas a fazendas de ostras, à Associação Catarinense de Tecnologia (Acate) e ao Instituto Federal de Santa Catarina (IFSC).

A qualificação e a internacionalização da culinária da Capital são consequências da participação na Rede de Cidades Criativas que já podem ser percebidas. Nos últimos anos, chefs de cozinha de Florianópolis tiveram a oportunidade, por meio de incentivos criados com o programa, de levar os sabores da cidade para vários países como Líbano, Polônia, Turquia, França, Espanha, China e Japão; e ainda conhecer mais sobre a culinária desses locais. Nesses casos, os anfitriões arcam com as despesas de viagem em troca da experiência gastronômica proporcionada.

Há seis meses, mais um resultado da participação da cidade na rede se tornou realidade: o lançamento do Observatório Nacional de Gastronomia. Com a contribuição de Paraty e Belém e com o apoio do Senac, a plataforma é alimentada com diversas informações da cadeia de produção gastronômica de Florianópolis, proporcionando um ambiente rico para pesquisa e trabalho acadêmico bem como para a criação de um repertório sobre a área e que deve servir para embasar o conhecimento das próximas gerações.

(NSC, 25/03/2019)

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