Clipping

Beach clubs, símbolos de um mercado que movimenta R$ 2 bilhões por ano




Nos últimos 50 anos Florianópolis sofreu transformações profundas que imprimiram novos ritmos e rumos na vida cotidiana dos moradores locais. Nesse período, o perfil econômico mudou e a população cresceu acima da média nacional. O turismo e a tecnologia, aos poucos, substituíram o perfil de uma cidade até então agrícola e de muitos funcionários públicos, e colocaram na agenda de discussão a “vocação” da capital catarinense. O episódio mais recente, envolvendo a disputa jurídica sobre a manutenção ou não dos beach clubs de Jurerê Internacional polarizou a cidade entre favoráveis e contrários. Mas na decisão do TRF4 (Tribunal Regional Federal da 4ª Região) prevaleceu o meio-termo: os pontos de praia permanecem, mas as estruturas adicionais devem ser demolidas.

Os beach clubs representam os mais recentes equipamentos de turismo da cidade. Foram erguidos em 1983 como pontos de praia, mas só ganharam popularidade no final da década de 1990, junto com a ascensão do luxuoso empreendimento da Habitasul. Hoje transformados em badaladas casas noturnas e restaurantes requintados, os beach clubs simbolizam o movimento econômico que aposta no turismo como principal vocação da cidade.

O setor, segundo presidente da Embratur (Instituto Brasileiro do Turismo), Vinícius Lummertz, movimenta, só na Capital, R$ 2 bilhões por ano. “Florianópolis é uma cidade que tem limites para construção. O turismo, não só em Florianópolis, mas como em diversas partes do Estado, veio para suprir a desindustrialização. Sabemos que Florianópolis não é uma cidade com potencial industrial. As pessoas querem mais saúde, educação e segurança, e do onde virá esse dinheiro? Hoje o caminho é o turismo e a indústria”, afirma.

(Veja Matéria completa em ND, 28/10/2017)



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