Prevenção em obras públicas: cuidar agora para gastar menos depois

Da Coluna de Fabio Gadotti (ND, 07/01/2022)

O lançamento do edital de licitação para obras de manutenção nos blocos de sustentação das pontes Colombo Salles e Pedro Ivo Campos, em Florianópolis, é iniciativa positiva num país em que prevalece o desleixo e a negligência dos gestores em relação à conservação do patrimônio público.

Infelizmente, é histórica a falta de cultura de prevenção de pontes, estradas e demais prédios governamentais. Se o modus operandi mudasse, com um cronograma permanente para intervenções rotineiras pontuais que identificassem eventuais desgastes e problemas, não precisaríamos de aditivos contratuais para obras emergenciais de grande porte.

As pontes de ligação entre a Ilha de SC e o Continente são exemplos disso: receberam obras de recuperação em 2021 por conta das décadas de abandono que levaram a uma situação de degradação, com riscos aos usuários e prejuízo aos cofres públicos – leia-se bolso do contribuinte. Gastos que poderiam ter sido evitados.

Como disse o secretário de Infraestrutura de SC, Thiago Vieira, no lançamento da licitação, “manter é até cinco vezes mais barato do que consertar depois”.


Publicado em 07 janeiro de 2022

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