O impacto da pandemia no transporte coletivo de Florianópolis e região

Da Coluna de Fabio Gadotti (ND, 31/05/2021)

Quatro empresas do transporte coletivo da Capital que entraram com processos de recuperação judicial estão com débitos que, somados, superam os R$ 200 milhões. Os valores incluem passivos tributários, trabalhistas e atrasos com fornecedores.

“A situação é gravíssima. A crise no setor de transporte público de Florianópolis foi causada pela pandemia, não pelos empresários”, afirma o advogado Felipe Lollato, do escritório Lollato Lopes Rangel e Ribeiro Advogados, que representa Biguaçu, Canasvieiras, Estrela e Insular, todas enfrentando dificuldades financeiras.

Lolatto destaca o impacto da Covid-19 nos faturamentos, desde o lockdown de quatro meses decretado no início de 2020, e a falta de perspectiva de mudança do cenário. O sistema vem operando com apenas 30% da receita registrada antes do coronavírus.

A empresa Biguaçu vai ser a primeira a apresentar sua proposta de pagamento dos credores, em assembleia prevista para agosto. Se o cronograma for aprovado, a companhia segue em recuperação judicial,T com nomeação de um administrador para fiscalizar a gestão. Caso contrário, é decretada a falência.

A crise no transporte coletivo, que já resultou na demissão de quase mil trabalhadores desde o início da pandemia, foi discutida em audiência pública realizada pela Câmara de Florianópolis no último dia 21.


Publicado em 01 junho de 2021

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