Em sentença, juiz alerta sobre processos de revitalização de centros históricos

Da coluna de Fábio Gadotti (ND, 04/02/2019)

No despacho que negou a liminar para embargo imediato das obras das quadras de esporte da Lagoa da Conceição, o juiz Marcelo Krás Borges, da 6a Vara Federal de Florianópolis, faz um alerta sobre os efeitos nocivos da falta de participação popular na tomada de decisões urbanísticas.

Ele citou a gentrificação, como é chamado o processo de intervenção em centros urbanos com a exclusão de moradores de baixa renda e elitização, “sob a justificativa de revitalização de centros históricos e antigos da cidade e a transformação de zonas (originalmente protegidas) em residenciais e turísticas”. Segundo ele, o fenômeno não tem ocorrido só no Brasil, mas também em metrópoles como Berlim (Alemanha), Paris (França) e Istambul (Turquia).

Essa é a principal crítica dos segmentos resistentes às iniciativas que estão buscando reerguer a ala leste do Centro Histórico da Capital, com projetos de estímulo à economia criativa e incentivo ao empreendedorismo.


Publicado em 05 fevereiro de 2019

Categorias:
Desenvolvimento, Esporte, Meio Ambiente, Planejamento, Radar, Turismo
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