Sem transporte público eficiente, Uber pegou bonito em Floripa

Da Coluna de Cacau Menezes (DC, 16/10/2017)

Sem metrô e qualquer outro meio de transporte coletivo eficiente, o Uber pegou bonito em Floripa. Acabou-se o tempo em que se usava os carros para ir às festas, aos bares e depois dar carona para alguém que lhe interessou na noite. Chegar de táxi nas festas era meio vergonhoso para os playboys que usavam seus carros, ou os dos pais apenas por status. Mas os tempos mudaram. E surgiram os aplicativos.

Irresponsáveis que não sabem seus limites começaram a matar inocentes nas saídas das baladas e aí vieram as blitze e as leis rígidas. Os carros continuam, mas agora para outros fins. Ter um carro desejado na garagem como um sonho de consumo, passear com a família, ir para o trabalho, universidade, usando-o com prazer e responsabilidade. Clássicos não envelhecem. E você só tem uma hora na vida para tê-los. Estou vendo nas tevês por assinatura do mundo civilizado e capitalista programas especializados sobre carros e seus donos. Os famosos, quando abrem suas garagens, mostram verdadeiras preciosidades, novos e velhos. Alguns deles começando a chegar por aqui agora. Carros de cinema que só podíamos admirar nas viagens para fora do país e que, agora, no final da vida — mas antes tarde do que nunca — a minha geração de sonhadores pode tê-los.

E para qualquer tipo de festa, em qualquer hora e lugar, para todo tipo de gente, a moda em Floripa é ir e voltar de Uber. Rápido, seguro e barato. O carro fica na garagem. No outro dia se pode acordar em casa e não na cadeia.


Publicado em 17 outubro de 2017

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