Novela sem fim 1

Da coluna de Henrique Ungaretti (A Notícia, 07/07/2006):

Breve resumo: em 1994, foi proibida a concessão de escrituras a terrenos desmembrados na Ilha de Santa Catarina. Tinha gente que comprava terreno de 500 metros quadrados, depois vendia metade. Mais carro na rua, mais energia para consumir, água pra gastar, esgoto pra levar. A proibição da escrituração não interrompeu a prática imobiliária, que continuou clandestinamente. As partes passaram a fazer contratos de gaveta, registrados, depois, em cartório, e a Prefeitura de Florianópolis continuou dando autorização para ligar luz e água nas novas residências. Cobrando IPTU, naturalmente.

Novela sem fim 2

Em 2002, houve nova tentativa de acabar com a farra da ocupação desordenada de bairros como o Rio Vermelho, por exemplo. A Prefeitura deixou de conceder as permissões para as ligações de luz e água. Mais uma vez, a medida não surtiu efeito e a clandestinidade acabou estimulada. Hoje, o bairro pode ter chegado a um ponto de não retorno. Áreas de preservação permanente estão tomadas. O nome maior do problema é só um: fiscalização deficiente. Ou conivente. Ou cúmplice.


Publicado em 07 julho de 2006

Categorias:
Meio Ambiente, Planejamento, Radar
mm
Radar da Cidade

A FloripAmanhã realiza um monitoramento de mídia para republicação de notícias relacionadas com o foco da Associação. O chamado "Radar da Cidade" veicula notícias selecionadas para promover o debate e o conhecimento sobre temas como planejamento urbano, meio ambiente, economia criativa, entre outros assuntos relevantes de Florianópolis. As notícias veiculadas nesta seção não necessariamente refletem a posição da FloripAmanhã e são de responsabilidade dos veículos e assessorias de imprensa citados como fonte.