As três saúdes
Artigo de Murillo Ronald Capella
Médico, professor e escritor
Henri Amiel (1821-1881), filósofo suíço, disse que “a saúde é a principal de todas as liberdades”. Quando uma pessoa fica doente, surgem a fragilidade emocional e o abandono de hábitos.
A fragilidade emocional decorre do aparecimento de dúvidas quanto ao diagnóstico. A pessoa fica pensando sempre no pior. O abandono de hábitos a faz recolher-se à sua residência, não podendo sair para estudar, trabalhar, assumir compromissos e divertir-se. O caminho a percorrer inclui a busca de assistência médica e farmacêutica e, dependendo do caso, de assistência hospitalar. Assim, como a saúde física e mental é o bem maior do ser humano, prevenir-se contra a doença deve ser a meta. A busca de uma vida saudável, como recomenda a Medicina do Estilo de Vida, deve ser o caminho.
Junto à saúde está o trabalho, força propulsora do auto-sustento e da família. E, com ele, depois de anos, chega a sonhada aposentadoria. Mas, quando chega esse momento, a realidade é outra. Segundo pesquisa da Consultoria Mercer&Gama, 73% dos brasileiros reduzem o padrão de vida na aposentadoria porque não poupam para a velhice.
Assim, também só saúde física e mental, e trabalho, não são suficientes para garantir um futuro de tranquilidade. E aí surge o terceiro caminho para amenizar as necessidades da velhice: a terceira saúde, a saúde financeira. Ela pode ser obtida com investimentos feitos ao longo da vida, como a aquisição de bens móveis e aderir aos planos de previdência privada, dentre outros. A importância de precaver-se é óbvia porque o futuro chega muito rápido. O tempo não passa; ele voa. E aí vem a pergunta: “O que você quer ser quando envelhecer?” O ideal é ser uma pessoa idosa com saúde plena: física, mental e financeira. Vamos nos precaver.
(ND, 12/10/2026)
Publicado em 13 outubro de 2026