Jardim Botânico de Florianópolis completa dez anos e entrega a primeira etapa do Jardim Japonês

O Jardim Botânico de Florianópolis completa dez anos de abertura ao público na próxima quinta-feira (24) e marca a data com a entrega da primeira etapa do Jardim Japonês, o primeiro da Capital. A Prefeitura de Florianópolis, por meio da Secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, inicia a celebração às 9h30, com café e corte do bolo. Às 10h ocorre a inauguração da ponte do Jardim Japonês, seguida do plantio de oito cerejeiras (sakuras), às 10h30, e da apresentação da Orquestra da Udesc, às 11h.

A programação de aniversário se estende de 22 a 27 de setembro e inclui visitas guiadas para dez escolas e Núcleos de Educação Infantil Municipal (NEIMs), com o plantio de uma árvore por turma, além da doação de 100 mudas de árvores nativas da cidade e de uma apresentação musical com a pianista Beth Costa, no sábado, 26. O Acervo do Museu do Lixo e a Xiloteca permanecem abertos à visitação ao longo de toda a semana.

Instalado na Rodovia Admar Gonzaga, no bairro Itacorubi, o Jardim Botânico ocupa 19 hectares conectados aos 200 hectares do Manguezal do Itacorubi. O espaço abriga coleções botânicas, jardins temáticos, viveiros de produção de mudas, horta agroecológica, mandalas medicinais e sensoriais, meliponário, cactário, bambuseto e labirinto verde. A visitação é gratuita, de terça a domingo, das 7h às 19h.

“A programação foi pensada para que a data não fosse apenas comemorativa. Receberemos escolas, vamos plantar árvores com cada turma e doar mudas nativas, porque o aniversário do Jardim Botânico é também um compromisso com a educação ambiental e com quem está aqui todos os dias. Quem ama este lugar. O Jardim é a representação de um espaço que está em constante transformação e expansão, e nós sabemos disso”, afirma Luis Felipe Kronbauer, secretário de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável.

Jardim Japonês: primeira fase entregue

A ponte inaugurada no aniversário de 10 anos do Jardim Botânico integra a primeira fase do Jardim Japonês, cuja construção teve início em 9 de julho deste ano. A etapa prevê ainda um deck de contemplação e a instalação de mais um portal japonês, conhecido como torii, que na tradição xintoísta marcam a entrada ou a proximidade de um local sagrado.

A obra física começou quase um ano após o lançamento simbólico da iniciativa, realizado em 20 de julho de 2025, com a instalação da pedra fundamental. O projeto foi desenvolvido pela Associação Nipo-Catarinense e se organiza em três pilares: sentir, permanecer e vivenciar. A execução é da Secretaria de Infraestrutura e Manutenção da Cidade. Fases futuras preveem um pavilhão para exposições e práticas de yoga e um lago de carpas.

“Estou aqui há onze anos, desde antes da inauguração do JBF. Vi este terreno passar de área abandonada a coleções botânicas visitadas por milhares de pessoas. Entregar a ponte do Jardim Japonês em um aniversário de dez anos tem um significado muito particular para quem acompanhou cada etapa”, afirma Roberto Amaro, gerente do Jardim Botânico.

De lixão a jardim botânico: a história do espaço

A área que hoje abriga o Jardim Botânico teve trajetória marcada pelo uso rural, pela degradação e pela mobilização popular. Em 1958, doze hectares do Manguezal do Itacorubi passaram a receber o lixão da cidade, desativado apenas em 1989, após pressão da comunidade. Em 1964, o engenheiro agrônomo Glauco Olinger recebeu uma área de ao menos 40 hectares no bairro para a instalação do Centro de Treinamento da Acaresc, embrião do terreno atual.

As primeiras propostas para transformar o espaço em parque ou jardim botânico surgiram na Epagri a partir de 1997. A ideia ganhou corpo em 2005, quando a destinação da área à criação do Jardim Botânico foi formalizada ao Governo do Estado, e se consolidou em 2007, diante do risco de perda do terreno para a especulação imobiliária.

Em 7 de dezembro de 2007, a pedra fundamental foi lançada com o plantio de três garapuvus, árvore símbolo de Florianópolis. Após anos de estudos, projetos e novas audiências públicas, a Prefeitura assumiu a gestão da área em julho de 2016, por meio de protocolo firmado com a Epagri. A abertura ao público ocorreu em 24 de setembro de 2016, primeiro sábado da primavera daquele ano, e reuniu cerca de 7 mil visitantes.

Programação

22 e 23 de setembro (terça e quarta-feira)
Visitas guiadas com dez escolas e NEIMs, com plantio de uma árvore por turma

24 de setembro (quinta-feira)
9h30 | Café e corte do bolo
10h | Inauguração da ponte do Jardim Japonês
10h30 | Plantio de oito cerejeiras (sakuras)
11h | Apresentação da Orquestra da Udesc

26 de setembro (sábado)
9h | Doação de 100 mudas de árvores nativas de Florianópolis
15h | Apresentação musical com a pianista Beth Costa

Atrações permanentes, de 22 a 27 de setembro
7h às 18h | Acervo do Museu do Lixo
7h às 19h | Xiloteca

(PMF, 20/09/2026)


Publicado em 21 setembro de 2026

Categorias:
Eventos, Meio Ambiente, Radar
mm
Radar da Cidade

A FloripAmanhã realiza um monitoramento de mídia para republicação de notícias relacionadas com o foco da Associação. O chamado "Radar da Cidade" veicula notícias selecionadas para promover o debate e o conhecimento sobre temas como planejamento urbano, meio ambiente, economia criativa, entre outros assuntos relevantes de Florianópolis. As notícias veiculadas nesta seção não necessariamente refletem a posição da FloripAmanhã e são de responsabilidade dos veículos e assessorias de imprensa citados como fonte.