Mobilidade, para que te quero?

Editorial do Diário Catarinense (18/04/2010)
As recentes alterações no trânsito da SC-405, principal ligação entre o Sul da Ilha de Santa Catarina e o Centro da Capital, na tentativa de acabar com as constantes filas naquele movimentado e problemático percurso, ainda não surtiram os desejados efeitos. Mas a fase é de testes, e cabe esperar que, se essas medidas não resolverem o problema e a maioria dos especialistas na matéria garante que isso não será possível , ao menos amenizem a situação estressante enfrentada, diariamente, por milhares e milhares de munícipes e visitantes, principalmente nos horários de pico.
Com efeito, as medidas foram tão só cosméticas, enquanto o problema da falta de mobilidade – que hoje afeta cidades de grande e médio portes planeta afora – só será resolvido com providências de longo prazo, que envolvem, também, mudanças culturais. Decisões que só terão êxito se definidas e levadas à frente por uma parceria entre as comunidades afetadas e os poderes públicos.
De fato, Florianópolis, que hoje é a capital brasileira e a segunda cidade do mundo – só perde para a também turística Pukhet, na Indonésia – com a pior mobilidade, só começará a equacionar o problema que degrada a sua qualidade de vida, causa graves prejuízos à economia regional e resulta em danos de monta ao seu delicado ecossistema, quando investir forte em soluções alternativas, eficientes e seguras para o transporte coletivo, desestimulando o atual padrão de transporte individual, definitivamente esgotado.
As cidades não podem mais ser pensadas em função do automóvel, e isto é um consenso entre urbanistas e outros especialistas que se debruçam sobre o tema no mundo inteiro.


Publicado em 19 abril de 2010

Categorias:
Planejamento, Plano Diretor, Radar
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