RAPI 2025 – Medindo a sustentabilidade de Florianópolis
O Relatório Anual de Progresso dos Indicadores de Florianópolis – RAPI 2025 é um compilado visual da sustentabilidade da cidade. Para tanto, o RAPI expõe, analisa e categoriza anualmente indicadores que refletem as vertentes ambiental, urbana e fiscal na busca do crescimento harmônico e contínuo.
O RAPI 2025 é produto da Rede de Monitoramento Cidadão – Ver a Cidade Floripa – coordenado pelo grupo de monitoramento, composto pela Associação FloripAmanhã, a UFSC e o Observatório Social do Brasil – Florianópolis e desde 2017 apresenta seus resultados em documento aberto ao público. As edições anteriores do RAPI podem ser consultados por meio do link.
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Nesse sentido, o painel online “Cidades que monitoram: veracidade e o poder dos indicadores cidadãos”, realizado durante o mês de outubro, foi uma iniciativa do ONU-Habitat e do Ministério das Cidades, e marcou o lançamento da 9ª edição do RAPI.
O evento trouxe a fala de painelistas que corroboram na análise dos aspectos sustentáveis da cidade e apresentaram iniciativas já articuladas. Além do RAPI, a plataforma Floripa em Números, disposição da Prefeitura de Florianópolis, foi explanada com a sua contribuição nessa reflexão.
Lançamento do RAPI 2025
O RAPI almeja a visualização clara na condução das políticas públicas municipais, a partir de uma metodologia internacional. Dessa forma, a edição de 2025 contou com um total de 205 indicadores, o que representa a inclusão de 18 além da edição anterior. Conforme série histórica, a inclusão dos variáveis de análise específicas proporciona maior aproximação com a realidade e acompanha a demanda.
O relatório 2025 dispõe da coleta dos 205 indicadores, a avaliação e ponderação de aspectos em estado de atenção pelos especialistas. Abaixo são explanadas as considerações conforme dimensões.
DIMENSÃO AMBIENTAL
Os indicadores de água expõe aspectos de alto consumo e desperdício, acrescido ao fato de que a métrica do saldo hídrico positivo não é apresentada, ainda que a recomendação seja incentivada em todas as edições. Acerca da drenagem, os níveis negativos pioraram significativamente, o que espelha o crescimento acelerado e a ausência de estratégias preventivas.
Na produção de resíduo sólido, o lixo destinado ao aterro sanitário e os índices de reciclagem demonstram tímido progresso a cada ano, o que mesmo baixo indica uma direção positiva. No mesmo sentido, os indicadores de saneamento e energia demonstram leve melhora em alguns e inversamente em outros. Para a energia, destaca-se o aumento da iluminação pública em luminárias LED, o que passou de 45% para 77%.
Aspectos como a qualidade do ar e ruído não são monitorados pela cidade e a mitigação para as mudanças climáticas apresentam-se inconsistentes para análise real de resultados. Acrescido a isso, indicadores de vulnerabilidade natural e social apresentaram aumento, o que acende alerta frente ao progressivo incremento na densidade populacional.
(Confira a matéria completa em VIA – Estação Conhecimento, 02/22/2025)
Publicado em 03 novembro de 2025