FloripAmanhã promove reflexão sobre valorização da vida e escuta acolhedora

Em meio ao preocupante avanço dos casos de suicídio no Brasil — sobretudo entre jovens e crianças — a FloripAmanhã promoveu, no dia 24 de setembro, uma palestra com José Vilela Sobreira Sobrinho, voluntário do Centro de Valorização da Vida (CVV). O encontro integrou a série “FloripAmanhã 20+ | Diálogos para o Futuro” e reforçou o compromisso da associação com o bem-estar social e a valorização da vida.

O evento online, realizado pela plataforma Google Meet, fez parte da programação do Setembro Amarelo e trouxe dados alarmantes, análises sensíveis e, sobretudo, um convite urgente à empatia, ao diálogo e à escuta.

O suicídio é hoje uma das principais causas de morte entre jovens de 15 a 29 anos no Brasil, ficando atrás apenas de acidentes no trânsito, tuberculose e violência interpessoal, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS, 2019). Ainda de acordo com dados do Ministério da Saúde, 15.507 brasileiros tiraram a própria vida em 2021 — uma média de 42 mortes por dia. Para cada caso registrado, estima-se que ao menos 25 pessoas tenham tentado.

A escuta como ato de humanidade

Com base em sua longa trajetória no CVV, Vilela emocionou os participantes ao destacar a importância da escuta ativa como ferramenta essencial para prevenir o suicídio. Segundo ele, a maioria das pessoas que procuram o CVV — pelo telefone 188 ou outros canais — não está necessariamente em crise suicida, mas precisa ser ouvida com respeito, sem julgamento e com atenção genuína.

“Escutar para compreender e não para responder” foi uma das frases que resumiram o espírito da conversa. O palestrante ressaltou que, muitas vezes, o que salva uma vida não é uma solução pronta, mas a simples presença acolhedora de alguém disposto a escutar com o coração aberto.

Durante a fala, ele também lembrou que o suicídio não ocorre de forma repentina. Trata-se de um processo silencioso, que frequentemente dá sinais por meio de mudanças de comportamento — e que, se observados com sensibilidade, podem evitar tragédias.

Além disso, dados apresentados chamaram a atenção: o Brasil já registra quase 18 mil mortes por suicídio por ano, e Florianópolis figura entre as capitais com os maiores índices. O crescimento na faixa etária de 7 a 10 anos é particularmente alarmante.

Ao longo do encontro, participantes também compartilharam experiências pessoais, reforçando o quanto a falta de escuta e de vínculos afetivos pode impactar negativamente a saúde emocional das pessoas.

José Vilela finalizou com uma mensagem de esperança e ação: “Se você está precisando conversar e não encontra ninguém, ligue 188. Sempre haverá alguém preparado para escutar sem julgar.”

(Também publicado em Informe Floripa e Portal da Ilha)


Publicado em 30 setembro de 2025

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