Túnel do Morro dos Cavalos: mais um passo para começar tirar a urgente obra na BR-101 do papel
Da Coluna de Diogo de Souza (ND, 31/07/2026)
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Está na pauta da reunião deliberativa da ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres) da próxima semana um importante passo para começar a tirar o túnel do Morro dos Cavalos do papel.
O encontro promete analisar a autorização para que a concessionária Movida – antiga CCR Via Costeira – que atende o Sul da BR-101, em Santa Catarina, seja responsável pelo Morro dos Cavalos, em Palhoça.
É mais um passinho em direção a um desfecho envolvendo o polêmico trecho, um estrangulado trajeto localizado na região e que aguarda por uma solução há mais de uma década.
Segundo o texto previsto para a reunião que acontece ao longo da próxima semana, se trata de um processo relatado pelo diretor Felipe Queiroz, que promete analisar a autorização para que a concessionária Movida elabore projetos executivos e estudos técnicos para a construção do túnel.
O percurso equivalente é do km 221 e o 244,7, e a medida abre caminho para a formalização do investimento e a necessária repactuação do contrato de concessão.
É um movimento ínfimo, mas ainda assim um passo em direção que é urgente e necessário.
Morro dos Cavalos polêmico e vulnerável
Com problemas históricos de infraestrutura e uma geografia que favorece deslizamentos, o Morro dos Cavalos, localizado na rodovia BR-101, em Palhoça, tornou-se um dos principais gargalos logísticos de Santa Catarina.
Cerca de 100 mil veículos passam por dia pela rodovia, que é estratégica para o transporte de cargas.
Ela conecta a região Sul catarinense e o Rio Grande do Sul aos principais portos de Santa Catarina: Itajaí, Navegantes, São Francisco do Sul e Imbituba.
Recorde de faturamento da Motiva
Paralelo aos trâmites da ANTT para o projeto do Túnel do Morro dos Cavalos, a Motiva (nova marca da CCR, controladora da Via Costeira) apresentou números expressivos no balanço financeiro do segundo semestre.
A empresa de infraestrutura registrou um lucro líquido ajustado de R$ 663 milhões, impulsionado por uma receita líquida de R$ 3,63 bilhões.
Com caixa fortalecido e margem operacional em alta, o avanço da pauta em Brasília indica que a concessionária do trecho Sul tem fôlego para encarar uma das obras de engenharia mais complexas e aguardadas da região.
Publicado em 03 agosto de 2026