Especialistas defendem integração entre arqueologia, patrimônio e comunidades
A integração entre arqueologia, arquitetura, gestão pública e participação comunitária foi tema da roda de conversa “Entre sambaquis, fortificações e memórias – Arqueologia como prática de mediação em projetos de restauro”, realizada no dia 20 de julho, durante a programação prévia do 11º Fórum Internacional do Patrimônio Arquitetônico Brasil-Portugal (FIPA Brasil 2026), em Florianópolis (SC). O encontro reuniu especialistas do Brasil e de Portugal para discutir experiências de preservação e valorização do patrimônio cultural, mediado pela conselheira do Conselho de Arquitetura e Urbanismo de Santa Catarina (CAU/SC), Suzana de Souza.
Ao apresentar resultados das pesquisas desenvolvidas em Anhatomirim, o arqueólogo Wagner Magalhães destacou que a arqueologia pode atuar como elemento de articulação entre diferentes áreas envolvidas nos processos de restauro. “A arqueologia deixou de ser apenas uma disciplina de investigação. Ela passou a atuar como uma prática de mediação”, afirmou.
Estudos realizados na fortaleza identificaram a presença de vestígios de sambaquis na argamassa utilizada na construção da edificação, evidenciando conexões entre diferentes ocupações humanas da ilha ao longo do tempo. “O que vemos é um encontro físico de duas histórias”, disse. Magalhães também ressaltou a importância da educação patrimonial e da participação de trabalhadores e comunidades locais na construção do conhecimento sobre o patrimônio.
(Confira a matéria completa em CAU/SC, 21/07/2026)
Publicado em 28 julho de 2026