Monitoramento na Beira-Mar Norte
Da Coluna de Diogo de Souza (ND, 23/06/2026)
O estudo recém-entregue pelo renomado escritório Gehl Architects sobre o Centro de Florianópolis estabelece uma premissa técnica indiscutível: a avenida Beira-Mar Norte atua como uma barreira hostil e perigosa que isola o cidadão do mar. Para os urbanistas dinamarqueses, o redesenho da velocidade máxima e o controle rígido do tráfego não são caprichos estéticos, mas o ponto nevrálgico para qualquer cidade que priorize as pessoas. A teoria internacional aponta o problema e a realidade da violência da via comprova o diagnóstico. Questionada, a prefeitura alega que a instalação de radares eletrônicos ainda “vem sendo estudada como possibilidade”, o que se mostra desconectado da realidade que tem sido posta. Além de um acidente com um Jaguar na última semana, tivemos recentemente um ciclista atropelado na ciclovia e um veículo que caiu na baía Norte, entre tantos outros episódios. A mudança vai se tornando urgente e inevitável, já que temos que considerar o futuro com a construção do Parque Urbano e Marina da Beira-Mar, obra que fatalmente vai requerer um fluxo viário menos agressivo e mais convidativo.
Publicado em 23 junho de 2026