Saúde das lontras sofre impactos terrestres e aquáticos

As lontras vivem entre mundos. Entre o terrestre e o aquático, entre o natural e o que sofre influência das atividades humanas. Nessa interface, elas são registros vivos desses impactos, sofrem suas consequências e precisam de proteção. Na água doce, alimentam-se de peixes; no mar e em manguezais diversificam a dieta, comendo também caranguejos e outros crustáceos. Na lagoa do Peri, em Florianópolis, Santa Catarina, o Projeto Lontra há 40 anos se dedica a observar esses mamíferos da espécie Lontra longicaudis, colher dados sobre sua ecologia e conscientizar a população a respeito de seus encantos.

Em balanço publicado em janeiro na revista Estuarine Management and Technologies, seu fundador, o oceanógrafo Oldemar Carvalho Junior, afirma a necessidade de unir ciência, tecnologia e relações sociais para remendar o tecido ecológico e relata uma queda na população de lontras na lagoa do Peri – percepção que precisaria ser verificada por um estudo mais aprofundado. Para albergar o projeto, ele criou o Instituto Ekko Brasil, que faz parcerias com universidades e mantém uma pesquisa constante por meio de subprojetos.

(Confira a matéria completa em Revista Pesquisa FAPESP, 26/05/2026)

Nota do editor: A FloripAmanhã parabeniza o Instituto Ekko Brasil, seus pesquisadores, voluntários e parceiros pelo trabalho exemplar de produção de conhecimento, sensibilização da sociedade e defesa da biodiversidade. Projetos como este mostram que ciência, educação e participação comunitária são caminhos essenciais para promover o desenvolvimento sustentável e garantir um futuro melhor para as próximas gerações.


Publicado em 16 junho de 2026

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Meio Ambiente, Radar
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