As Fortalezas do Século XVIII que Defenderam Santa Catarina
No século XVIII, a Ilha de Santa Catarina não era só paisagem: era a peça mais cobiçada do Atlântico Sul. Entre Portugal e Espanha, entre a Coroa e o mar, ergueu-se um sistema defensivo que ainda hoje guarda a entrada da baía. Neste episódio da série SC 500 Anos (1526–2026), percorremos a Fortaleza de Santa Cruz de Anhatomirim, a Fortaleza de São José da Ponta Grossa, a Fortaleza de Santo Antônio de Ratones e o Forte Santana do Estreito para entender por que o litoral catarinense virou linha de frente da disputa pelo sul do Brasil.
Com o brigadeiro José da Silva Paes, a Capitania de Santa Catarina nasce em 1738 sob pressão espanhola no Prata — e as fortalezas se tornam o símbolo de que a beleza do litoral era, antes de tudo, defesa. Décadas depois, Anhatomirim seria palco de um dos episódios mais sombrios da República catarinense, durante a Revolução Federalista.
Entrevistas com pesquisadores da Coordenadoria das Fortalezas da Ilha de Santa Catarina (UFSC). Fontes históricas, arquivos e o trabalho de campo que sustentam a série.
(Balanço Geral, 24/06/2026)
Publicado em 25 junho de 2026