Nascido da saudade do Carnaval, Berbigão do Boca chega à 34ª edição em Florianópolis

Era uma quarta-feira de cinzas de 1992 quando a história do Berbigão do Boca, bloco tradicional de Florianópolis, começou a ser desenhada. Sentados em uma mesa da sede do clube Doze de Agosto, no bairro Coqueiros, sete amigos bebiam para curar a ressaca de um Carnaval que havia acabado cedo demais. Boca, um dos foliões do grupo, estava inconsolável. Para ele, um “carnavalesco inimigo do fim”, o Carnaval em Santa Catarina durava pouco se comparado a festas de outros estados, como Pernambuco.

— Nessa época o Carnaval passou para a Passarela Nego Quirido, com as escolas de samba. Com isso, houve uma diminuição do número de blocos, que sempre foi a grande manifestação carnavalesca de Florianópolis, a mais típica pelo menos, e ele [o Boca] estava inconsolável — lembra Leonardo Garofallis, o Nado, que era um dos homens sentados naquela mesa em 92.

Foi quando veio a provocação: “nós precisamos fazer alguma coisa”. A ideia, então, não era prolongar o Carnaval, mas criá-lo antes mesmo de ele começar. Assim nasceu o Berbigão do Boca — um nome que une uma iguaria típica de Florianópolis ao apelido do folião que se revoltou com o fim precoce da festa na Ilha.

(Confira a matéria completa em NSC Total, 06/02/2026)


Publicado em 06 fevereiro de 2026

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