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Fortalezas da Ilha têm tombamento provisório assinado pela Fundação Catarinense de Cultura

Duas fortalezas da Ilha de Santa Catarina tiveram seu tombamento provisório assinado sexta-feira, 7 de maio, pela presidente da Fundação Catarinense de Cultura (FCC), Dolores Carolina Tomaselli, e pela diretora de Patrimônio Cultural da instituição, Lélia Pereira Nunes. Com isso, os patrimônios estão protegidos pela mesma legislação que garante a preservação daqueles definitivamente tombados. Nesta etapa, estão contempladas as fortalezas de Santa Cruz de Anhatomirim, localizada na Ilha de Anhatomirim, pertencentes ao município de Governador Celso Ramos; e a de Santo Antônio de Ratones, localizada na Ilha de Ratones Grande, em Florianópolis, ambas com parecer histórico favorável ao pleito.

O processo segue agora para a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), que detém a gestão das Fortalezas e é responsável por seu gerenciamento, guarda, manutenção e conservação. A UFSC tem 15 dias para se manifestar sobre o tombamento definitivo.

A Fortaleza de Santa Cruz de Anhatomirim e a Fortaleza de Santo Antônio de Ratones são tombadas como Patrimônio Histórico Nacional desde 1938, assim como outras construções originais do sistema defensivo criado na região no século XVIII. Ambas fazem parte da lista de 19 fortificações brasileiras candidatas a se tornarem Patrimônio Mundial pela Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura (UNESCO).

“O tombamento estadual desses monumentos auxilia na candidatura internacional uma vez que um dos critérios para inscrição do bem como Patrimônio Mundial é o nível de proteção que possui. Assim, com diferentes esferas, entidades e instituições envolvidas na sua preservação, fica mais fácil proteger o patrimônio de descaracterização, abandonado ou dano”, observa Geisa Pereira Garcia, coordenadora das Fortalezas da Ilha de Santa Catarina (CFISC/SECARTE).

A UFSC, que é a gestora da Fortaleza de Santa Cruz de Anhatomirim, da Fortaleza de Santo Antônio de Ratones e da Fortaleza de São José da Ponta Grossa, vem trabalhando em prol da candidatura a Patrimônio Mundial. Desde 2018, a UFSC faz parte do comitê catarinense, coordenado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), que prepara as fortalezas para esse inédito reconhecimento internacional. Também fazem parte do comitê diferentes instituições, incluindo a própria FCC.

Fortaleza de Santa Cruz de Anhatomirim

A Fortaleza de Santa Cruz está localizada na Ilha de Anhatomirim, hoje na área de jurisdição do município de Governador Celso Ramos. Estrategicamente situada na entrada da Baía Norte, a fortaleza formava, no século XVIII, um dos vértices do sistema triangular de defesa idealizada pelo Brigadeiro José da Silva Paes.

Sua construção teve início em 1739 e se estendeu por vários anos. Sua arquitetura tem traços de influência renascentista. Os seus edifícios se distribuem de maneira esparsa por toda a ilha de Anhatomirim e suas espessas e baixas muralhas de pedra apenas conformam as antigas baterias de artilharia, deixando as construções descortinadas na paisagem. A maioria dos materiais utilizados na sua construção é da própria região com exceção feita aos elementos de cantaria e ao “lioz” – espécie de calcário branco português existente nas soleiras das portas, escadarias e algumas bases dos canhões.

Fortaleza de Santo Antônio de Ratones

A Fortaleza de Santo Antônio está localizada na ilha de Ratones Grande, na Baía Norte da Ilha de Santa Catarina, em Florianópolis. Esta fortaleza configurava o terceiro vértice do triângulo de fogo idealizado pelo Brigadeiro José da Silva Paes. O início de sua construção ocorreu em 1740.

(UFSC, 10/05/2021)

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