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“É inconcebível que apenas feche tudo e espere o tempo passar”. A frase da coordenadora do Floripa Sustentável, Zena Becker, demonstra a indignação das 30 entidades que fazem parte do movimento sobre a inércia da UFSC e da Udesc durante a pandemia de Covid-19. As duas instituições, que suspenderam as aulas há dois meses, não fazem esforço para implementar algum método de acompanhamento dos alunos, como aulas online.

As universidades públicas, infelizmente, estão dissociadas da sociedade. São instituições fechadas em si mesmo por conta da autonomia universitária. Nem sempre repartem com as comunidades o conhecimento que detêm. É preciso que abram suas portas e sejam receptivas às demandas da sociedade, como é o caso do movimento Floripa Sustentável.

A pandemia paralisou as universidades, mas 60 dias depois, o que se vê é um imobilismo, uma inércia. Nossas universidades públicas precisam se adaptar a esta nova realidade pós-pandemia. Marcar presença nas comunidades onde atuam e participar, com sua experiência, do dia a dia da sociedade. É o mínimo que se espera destas instituições neste novo momento que vivemos em função do novo coronavírus.

O fato de UFSC e Udesc ainda não estarem preparadas para o ensino a distância demonstra este distanciamento social. Não se exclui o potencial de conhecimento que agregam aos profissionais que colocam no mercado. Mas demonstra falta de ação mais efetiva para permitir que, mesmo com a presença da Covid-19, os milhares de estudantes possam continuar usufruindo do conhecimento de seus professores.

É claro que há obstáculos tecnológicos, porém, devem ser superados pelas instituições que contam, em seus quadros, com mestres e doutores, com especialistas de renome e referências nas áreas em que atuam. O que se espera é que a UFSC e a Udesc cumpram o calendário, prejudicado grandemente pelo coronavírus, colocando à disposição dos alunos meios para que possam continuar as disciplinas sem prejuízo do ano letivo.

Com o apoio de empresários, o Floripa Sustentável se dispôs a iniciar uma campanha junto à sociedade para obter recursos auxiliares aos estudantes que mais precisam. Porém, esbarrou na carência de dados das próprias universidades. A manifestação do movimento é legitimo, amparado por mais de 30 entidades representativas.

Está aí uma oportunidade para que as dificuldades da UFSC e Udesc possam ser superadas com a participação de entidades civis e de diversos segmentos, todos dispostos a contribuir com as universidades para que continuem formando profissionais qualificados para o nosso mercado.

(ND, 25/05/2020)

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