Plano mais desagrada do que agrada

Por Carlos Damião (ND, 03/12/2013)
Do leitor Cristiano dos Passos, a propósito do Plano Diretor e de toda polêmica que cerca a aprovação do documento: “Sou morador nativo, atualmente saudoso do paraíso em que nasci e me criei. Ressalto que não sou xenófobo e nem acho que tenhamos que fechar a cidade para os de fora, sejam eles turistas ou novos moradores. Só penso no óbvio: não cabe todo mundo aqui… Então, só nos resta disciplinar radicalmente e monitorar constantemente o crescimento de Florianópolis. Infelizmente, contudo, parece mesmo que uma Florianópolis tranquila e habitável é mero sonho de algum ‘ecochato’ delirante”. Aproveito as palavras de Cristiano para colocar um pouco mais de lenha na fogueira: por que o Plano Diretor aprovado pela Câmara da Capital conseguiu a proeza de desagradar gregos e troianos? Em suma: nem as comunidades, muito menos o setor produtivo (construção civil) consideram adequadas as diretrizes propostas pela prefeitura e referendadas pelos vereadores. Sendo assim, e com o devido respeito à equipe do Ipuf (Instituto de Planejamento Urbano de Florianópolis), não corremos o risco de ter produzido um documento impraticável, tanto para as comunidades quanto para os empreendedores sérios e comprometidos com o desenvolvimento sustentável?


Publicado em 04 dezembro de 2013

Categorias:
Desenvolvimento, Planejamento, Plano Diretor, Radar
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