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29/01/2013

Casan privatiza manancial

Uma empresa de cimento e uma fábrica de gelo nas margens da SC-401, junto ao trevo acesso a Cacupé, estão usando o antigo manancial do Meimbipe, abandonado recentemente pela Casan. A constatação foi feita por técnicos da Agência Reguladora de Saneamento (Agesan), após denúncia formulada pelo Daqui na Rede.
“Se o manancial está sendo usado por fábricas de cimento e gelo, indica que o potencial é grande e a Casan deveria mantê-lo como reserva para os casos de emergência”, destaca o diretor de regulação e fiscalização da Agesan, Silvio César dos Santos Rosa que conduz a investigação.
Num primeiro momento ele solicitou esclarecimentos da Casan. A empresa respondeu que o manancial fica em terreno particular e que não havia mais interesse na captação. Diante disso, técnicos da Agesan foram ao local no último dia 22, constatando o destino das águas e o potencial do mesmo.
Nesta segunda-feira (28.1) a Agesan vai notificar a Casan para que faça estudos sobre o potencial hídrico do manancial. A empresa tem prazo de 30 dias. No site da Casan está a informação de que o manancial pode fornecer pelo menos quatros litros por segundo.
A secretaria estadual do Desenvolvimento Sustentável vai ser consultada sobre a concessão de outorga do uso da água do manancial pela cimenteira e a fábrica de gelo. A Fatma deverá esclarecer se concedeu licenças ambientais de exploração do recurso.
O setor de Vigilância em Saúde da secretaria muncipal de Saúde de Florianópolis será acionada para analisar a qualidade do gelo produzido com a água do manancial.
Segundo o diretor da Agesan, Sílvio Rosa, a captação da água está sendo feita num ponto bem acima do que foi erguido pela Casan.

Desfalque
A água captada neste manancial era tratada junto ao reservatório de Cacupé (também desativado pela Casan) e distribuída aos bairros de Cacupé, Santo Antônio, Sambaqui e Barra do Sambaqui, como reforço da água vinda de Pilões/Cubatão. Seu potencial de quatro litros por segundo representava a captação de 345.600 litros em 24 horas, segundo a própria Casan.

A denúncia
Confira este e outros detalhes na primeira matéria sobre o abandono do manancial pela Casa.

(Daquinarede, 25/01/2013)

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