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Quarta ligação Ilha-Continente: misto de transporte marítimo e terrestre ganha força

O projeto de ligar a Ilha ao Continente que utiliza ônibus expresso e embarcações ganha força junto à comissão que analisa as propostas para a quarta ligação. O fator custo beneficio agrada a equipe técnica do governo do Estado, mas o principal ponto positivo é a questão política. Dos 12 projetos apresentados, o misto de transporte marítimo e terrestre, proposto pela equipe do arquiteto Jaime Lerner, é o único que pode ficar pronto antes do final do mandato do governador Raimundo Colombo (PSD).
O início da terceira fase da seleção, previsto para o último dia 22, ocorrerá depois do primeiro turno das eleições municipais. Porém, um dos integrantes da comissão adiantou uma alteração nos planos iniciais. Agora, serão lançados dois termos referências. O documento serve como ponto de partida para as empresas interessadas aprofundarem as pesquisas. As propostas estruturais (ponte e túnel) serão separadas das sugestões de transporte de massa como teleférico e travessia marítima.
O presidente da SC Parcerias, Paulo Cesar da Costa, que coordena o grupo do trabalho, não confirma o favoritismo do modelo proposto por Lerner, mas reconhece qualidades como preço e facilidade de implantação. “Até agora foi o que se apresentou mais viável, mas na segunda fase outra proposição pode apresentar mais vantagens”, argumentou.
Costa explicou que a escolha do modelo que utiliza embarcações e ônibus não descarta a construção de túnel ou ponte no futuro. “O que pode ocorrer é dar prioridade para o passageiro em um primeiro momento. Mesmo tendo impacto, não resolve o problema da mobilidade”, ressaltou o coordenador.
Valor do projeto é determinante
Até o momento, o único projeto descartado pela equipe técnica é o da engenheira Jaqueline Carvalho Ferreira. A construção de duas pontes com 2,5 km de extensão cada e um túnel submerso com 5 km, ligando a SC-401, na altura do bairro Santo Antônio de Lisboa, à BR -101, foi considerada fora dos padrões. Outros projetos com alto valor de investimento do Estado e que elevem o valor de uma possível tarifa de pedágio ou de passagem largam atrás na disputa.
Segundo o coordenador da equipe técnica, Paulo Cesar da Costa, o conceito escolhido tem que ter custo adequado ao orçamento do governo. “Certamente, aqueles que exijam maior investimento serão descartados”, explicou. A previsão é que o novo modelo seja revelado até o final de 2013.
Segundo estudos do escritório de arquitetura paranaense, de Jaime Lerner, o investimento na execução integral de sua proposta seria 15 vezes menor do que o de uma quarta ponte. Para permitir a construção do sistema aquaviário e o de ferry boat, seriam gastos R$ 80,8 milhões. A tarifa, nesse modelo, custaria R$ 2,33.
(ND, 01/10/2012)

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