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PAC anda a passos lentos na Capital

Quase um ano depois, só 15% da verba prevista foi utilizada

Treze líderes comunitários do Maciço do Morro da Cruz, na Capital, assinaram um documento no qual reivindicam uma audiência com o prefeito Dário Berger (PMDB) para cobrar explicações sobre o andamento das obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) na cidade.

Quase um ano depois de o presidente Lula autorizar a ordem de serviço que trouxe esperança de melhoria de vida aos 22 mil moradores da região, 15% dos R$ 54,6 milhões previstos foram aplicados.

A expectativa da população é visível. Além das obras de saneamento, pavimentação, água e energia, há a possibilidade de emprego. É condição da ação a mão-de-obra local pois, além da pobreza, algumas comunidades são afetadas pelo tráfico de drogas.

No Morro da Queimada, na localidade conhecida como Jagatá, há queixas de obras paradas.

– Duas reuniões do comitê já foram suspensas. Até hoje há casas em risco, muros de contenção não finalizados, escadas sem corrimão – protestou o secretário da Associação dos Moradores do Morro da Queimada e integrante do comitê gestor do PAC, Sulimar Alves, morador do Jagatá.

No Maciço, poucos operários trabalham, principalmente, em muros de contenção e terraplenagem. No Morro Boa Vista (Saco dos Limões), o cronograma também está atrasado.

Um dos problemas relatados pelo vereador Márcio de Souza (PT) seria a contratação de operários sem carteira assinada em obras no Morro do Mocotó, situação que afirmou já ter denunciado ao Ministério Público.

Segundo o secretário municipal da Habitação e Saneamento, Átila Rocha dos Santos, as obras começaram em áreas mais críticas de deslizamentos:

– Houve problemas por causa das chuvas e porque a Casan estava trabalhando ao mesmo tempo no saneamento.

Construção das casas é a maior dificuldade

Um impasse na contratação da empresa que construirá as 400 casas é um dos principais problemas. Estão previstos R$ 20 milhões para as moradias, mas apenas uma construtora apresentou-se na licitação e, segundo o secretário da Habitação e Saneamento, com valor bem acima do previsto no orçamento.

Ele prevê o início da construção em, no máximo, 90 dias. O sistema de transporte vertical (bondinho), um das grandes promessas do PAC, deverá ser concretizado na última etapa.

O prefeito admitiu que em janeiro houve recuo das principais obras em razão do ritmo lento de trabalho. Outra dificuldade apontada por Dário é a demora para a liberação do certificado de regularidade previdenciária. Ele garantiu que se reunirá com os líderes comunitários.

(Diogo Vargas, DC, 11/02/2009)

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