Por Assessoria de Comunicação FloripAmanhã

COMDES inicia mobilização por anel viário da Grande Florianópolis




O Conselho Metropolitano para o Desenvolvimento da Grande Florianópolis – COMDES está começando uma mobilização pelo início das obras do anel viário de contorno da capital. A última reunião do Conselho, realizada na sexta-feira (06/07), no Baía Norte Hotel, contou com a apresentação de um estudo do caso realizado e disponibilizado pela FIESC e CREA sob coordenação do engenheiro Ricardo Saporiti. Foram discutidas ações para aumentar a conscientização e o envolvimento da sociedade no pleito desta obra fundamental para a mobilidade e o desenvolvimento da Grande Florianópolis. A Associação FloripAmanhã atua na coordenação do COMDES, formado por 18 entidades (veja lista completa abaixo).


Engenheiro Ricardo Saporiti apresenta estudo feito para a FIESC sobre a duplicação da BR 101

O rodoanel de 47,33 km de extensão contorna os municípios de Biguaçu, São José, Antônio Carlos, Santo Amaro da Imperatriz e Palhoça. A expectativa é que sem o fluxo dos viajantes que apenas passam pela Grande Florianópolis para outros destinos, o atual traçado da BR 101 possa ter uma redução no movimento de 20% a 50%, com menos engarrafamentos, redução do número de acidentes e melhorias para entrega de mercadorias e deslocamento de pessoas. Segundo a Polícia Rodoviária Federal, a BR-101 entre Biguaçu e Palhoça é o segundo ponto mais crítico do país por conta do grande número de atropelamentos e acidentes com motos, o que seria reduzido significativamente sem o trânsito pesado e de longa distância.

O trecho da BR 101 está sob concessão da Autopista Litoral Sul desde 2008, quando foi estipulado em quatro anos o prazo para a entrega do anel viário. No entanto, a agência reguladora ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres) prorrogou a entrega para 2015, conforme Resolução 3312/2007. Como a obra deve durar cerca de quatro anos e continua apenas no papel, em maio de 2012, a ANTT e a empresa concessionária apresentaram um cronograma físico ao Fórum Parlamentar Catarinense estendendo este prazo para 2017. Mas ainda não há previsão para início das obras e nem as desapropriações começaram.

“Precisamos mobilizar a sociedade para acabar com esta indefinição. A única solução é uma mobilização popular e política para não esperarmos mais tantos anos para uma obra que é fundamental para a mobilidade da nossa região”, analisa a vice-presidente da Associação FloripAmanhã, Anita Pires.

O engenheiro Saporiti acrescenta que das cinco praças de pedágio existentes no trecho sob concessão da Autopista Litoral Sul, quatro encontram-se em território catarinense, mas, segundo os estudos da FIESC, a maior parte dos investimentos da concessionária até o início de 2011 foram feitos no Paraná.

“Quando a empresa foi contratada, projetou o valor do pedágio em cima do projeto e prazo contratual de uma alça de contorno com aproximadamente 50 quilômetros e de outros serviços de melhorias na rodovia”, explica Saporiti. “Considerando que essa é a obra mais importante da concessão e a empresa está recebendo pedágio há quatro anos sem qualquer investimento nesta obra até agora, é justo que se comece a questionar a cobrança antecipada do pedágio”, afirma o engenheiro.

Imbróglios

Depois de uma tentativa de reduzir a extensão do anel viário em quase 20 Km — alternativa afastada a partir de mobilização de entidades e representantes políticos da Grande Florianópolis — e da impossibilidade de realizar o projeto original do DNIT de 2003, o início das obras do anel viário continua uma incógnita.

Inicialmente o projeto previa uma pista dupla entre o km 175 da BR-101 (Rio Inferninho, em Biguaçu) até o km 220, pouco antes da praça de pedágio em Palhoça. Mas, devido a existência no traçado de um conjunto habitacional, em Palhoça, a prefeitura do município apresentou um traçado alternativo para o trecho Sul do anel viário, mais para o interior e com final após o rio Cubatão, pouco depois de onde hoje está a praça de pedágio. Segundo estudos da empresa concessionária, este trajeto implicaria na realização de um túnel e uma ponte sobre o Rio Cubatão, o que tornaria o investimento maior do que os cerca de R$ 280 milhões previstos no contrato de concessão.

O Conselho Metropolitano para o Desenvolvimento da Grande Florianópolis – COMDES é formado pelas seguintes entidades:

ABIH – Associação Brasileira da Indústria de Hoteis
ACIBIG / CDL – Associação Empresarial e Cultural de Biguaçu
ACIF – Associação Comercial e Industrial de Florianópolis
ACIP – Associação Comercial e Industrial de Palhoça
AEMFLO – CDL/SJ – Associação Empresarial da Região Metropolitana de SJ
ASBEA – Associação Brasileira dos Escritórios de Arquitetura
CDL – Câmara de Dirigentes Lojistas de Florianópolis
CREA – Conselho Regional de Engenharia Arquitetura e Agronomia de SC
Florianópolis Convention & Visitors Bureau
Associação FLORIPAMANHÃ
OAB – Ordem dos Advogados do Brasil
SENGE – Sindicato dos Engenheiros no Estado de SC
SHRBS – Sindicato de Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares de Fpolis
SINDIMÓVEIS – Sindicato dos Corretores de Imóveis de SC
IAB – Instituto de Arquitetos do Brasil
AEAGRO – Associação dos Engenheiros Agrônomos
CRECI – Conselho Regional dos Corretores de Imóveis de SC
SESCON – Sindicato das Empresas de Serviços Contábeis de Fpolis

Fotos da Reunião do COMDES de 6 de julho de 2012


Participaram representantes da AEAGRO-Fpolis; ACIF; SINDIMOVEIS; SHRBS; IAB/SC; FLORIPAMANHÃ; AEMFLO – CDL São José; SESCON; SENGE-SC; CREA-SC; CRECI-SC; ABIH-SC; CDL Florianópolis.

(Republicado por Portal Contábil SC e SESCON)

Atualizada em 13/09/2012



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Um comentário para COMDES inicia mobilização por anel viário da Grande Florianópolis

  1. Devido ter participação ativa em tudo que se refere ao assunto “”Contorno do Grande Florianópolis”" em seu projeto original solicito o favor de sempre ser informado/convocado para qualquer reunião desta causa. Obrigado desde já. Carlos Laub

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