Estudantes aproveitam pesca da Tainha para aprenderem Matemática

Valorizar os saberes dos pescadores locais e explorar a matemática envolvida na pesca e comercialização da tainha. Esses são os objetivos do projeto “Que peixe é este? Uma abordagem matemática sobre a pesca da tainha na Ilha”, coordenado pela professora Tarcísia Vicente de Lima, com os estudantes do nono ano da Escola Básica Municipal de Florianópolis Osmar Cunha, em Canasvieiras.

Como parte da iniciativa, as crianças realizaram uma visita ao Rancho do Seu Nildo, na Praia Brava, local que existe há mais de 200 anos.

Durante a saída, os adolescentes puderam conversar e trocar conhecimentos também com o Senhor Pirão, um dos maiores entendedores da pesca no Norte da Ilha. Segundo a professora, uma outra figura que chamou a atenção do grupo foi a do olheiro, pessoa que fica das 6 horas às 18 horas observando o mar.

Dentro do projeto, os estudantes trabalham as porcentagens envolvidas na divisão do pescado e a organização dos dados colhidos em campo em forma de gráficos e tabelas. Estudam noções de probabilidade e estatística no caso da movimentação dos cardumes. O conhecimento de noções de espaço, plano cartesiano e coordenadas geográficas também são aprendidos.

“Nossa escola situa-se no bairro de Canasvieiras, onde grande parte dos moradores são pescadores ou descendentes de famílias de pescadores”, explica a professora Tarcísia. De acordo com ela, isso faz com que as crianças tenham uma relação com o mar e seus frutos.

Para o secretário de Educação de Florianópolis, Maurício Fernandes Pereira, a iniciativa é extremamente enriquecedora. Alia cultura, tradição, aspectos econômicos, sociais e comunitários. “É a teoria concretizada no mundo real”, diz.

A etnomatemática

Além desses conteúdos curriculares da matemática escolar, o projeto também irá tratar da etnomatemática dos pescadores. A etnomatemática é um modo pelo qual culturas específicas desenvolveram, ao longo da história, técnicas e ideias para trabalhar com cálculos, comparações, medidas, inferências, classificações e modos distintos de modelar o ambiente social e natural ao qual pertencem e, assim, explicar e compreender os fenômenos que neles ocorrem.

O projeto está sendo desenvolvido também com a orientação da professora Jussara Brigo.

(PMF, 14/06/2018)


Publicado em 15 junho de 2018

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Educação, Meio Ambiente, Radar
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