Beira-Mar Continental em discussão

Em um reunião na noite de ontem, na Biblioteca Pública de Florianópolis, o secretário de Obras do município, Aurélio Remor, explicou para empresários e moradores da região como será a Avenida Beira-Mar Continental. A atividade foi mais uma das tentativas de esclarecer a população sobre a obra. Até agora, muitos não sabem se ela será boa ou ruim para a região.

Quem defende a nova avenida, como o presidente da Associação Amigos do Estreito, diz que ela vai valorizar os imóveis e movimentar o comércio.

– Hoje, o trânsito na Fúlvio Aducci e em outras vias do Estreito é complicado. Muita gente deixa de comprar por não ter nem lugar para estacionar – comenta.

Já o comerciante Leonardo Pereira Amaral, dono de uma loja na Rua Pedro Demoro, acha que o bairro vai virar um lugar de passagem.

– Quem abrir uma saída para a nova avenida pode ganhar, mas os outros eu acho que não – opina.

Daniel Tiscornia acredita que a obra vai trazer mais fregueses para o seu bar, na Rua Fúlvio Aducci.

O movimento que agrada aos comerciantes, desagrada alguns moradores. A possibilidade de mais carros circulando nas ruas estreitas do Balneário, bairro onde a primeira parte da Beira-Mar Continental vai terminar, preocupa Jette Gainette, presidente da Associação Poliesportiva Balneário.

– Vai acabar o nosso sossego. O bairro não tem estrutura para suportar o fluxo de carros – justifica.
(Djalma Corrêa Pacheco, DC, 01/09/2006)


Publicado em 01 setembro de 2006

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