Carroças, trânsito e maus-tratos

Kleber Alves – motorista – Florianópolis (DC, 07/10/2008)

Não vejo ninguém na imprensa comentar sobre um dos problemas de trânsito comuns às médias e grandes cidades, e especialmente grave numa cidade que se situa em sua maior parte numa ilha, como Florianópolis, que é o transporte de tração animal. No Centro da Capital era raro. Hoje, vejo não só carroças, mas imensos carroções, alguns sem freio e sem limites de peso, altura e largura. E não só durante o dia, mas também à noite ou de madrugada. É freqüente vê-los circulando na contramão. Os animais são forçados até a exaustão, muito além de seus limites, estando em geral subnutridos e sem ao menos receberem água para a reidratação. Já vi em plena temporada, na Avenida Beira-Mar Norte, uma corrida entre dois carroções, na qual os guias pulavam de um carroção para o outro. Vi também no Carnaval, de madrugada, uma carroça ornamentada com seis adultos e crianças, dando voltas e mais voltas no centrinho dos Ingleses – detalhe cruel: o cavalo mancava e estava sem ferraduras. Quis interceder nesses casos, entre outros. Fui ameaçado. A Polícia Militar, por sua vez, ficou a dever. Isso sem contar os inúmeros acidentes nas ruas, avenidas e rodovias. Obviamente, há exceções, são os que tratam bem seus animais e mantêm suas carroças em boas condições.


Publicado em 07 outubro de 2008

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