Que fim levou a região metropolitana?

Da coluna de Carlos Damião (ND, 26/05/2011)
Na prática, problemas de mobilidade, saneamento e lixo poderiam ganhar soluções – e verbas – mais rapidamente
Os desencontros sobre a mobilidade urbana na Grande Florianópolis podem ser explicados parcialmente pela extinção, em 2003, das regiões metropolitanas criadas no governo de Paulo Afonso (em 1998) e regulamentadas na administração de Esperidião Amin (em 1999). A criação da Secretaria de Desenvolvimento Regional, no lugar da região metropolitana, não favoreceu a solução dos problemas do aglomerado urbano. Pelo contrário: deixando de ser região metropolitana, a Grande Florianópolis perdeu recursos federais e internacionais para atender a demandas de mobilidade, saneamento, infraestrutura e destinação dos resíduos sólidos. Quem mais uma vez chama atenção para isso é o leitor Leonardo Rodolfo Schmidt. Ele defende a retomada do conceito original pelo atual governo, uma vez que a Assembleia Legislativa já aprovou um projeto – do deputado Edison Andrino – recuperando a ideia e seus efeitos legais. “A Região Metropolitana precisa funcionar na prática, uma vez que a SDR não tem essa característica, nem legitimidade para atuar junto a organismos nacionais e estrangeiros”, assinala o leitor.


Publicado em 26 maio de 2011

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Planejamento, Radar, Saneamento
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