Leilão do Centrosul de Florianópolis tem oito interessados; nova gestão terá que criar área gastronômica e nova passarela

Da Coluna de Estela Benetti (NSC, 02/09/2026)

O leilão para concessão do Centrosul, centro de eventos de Florianópolis, será no dia 18 deste mês na B3, a bolsa de valores em São Paulo, com lance mínimo de R$ 16,5 milhões. A prefeitura informa que empresas interessadas podem fazer questionamentos e apresentar propostas até o dia 14 e que oito grupos já buscaram informações, o que é considerado alto interesse. Pelo edital, o vencedor da concessão terá que investir mais de R$ 50 milhões em projetos como área gastronômica à beira-mar e nova passarela.

A secretária de Licitações, Contratos e Parcerias da prefeitura, Ketherine Schreiner, lidera esse projeto. Segundo ela, o lance mínimo para explorar o Centrosul por 35 nos é uma autorga de R$ 16,5 milhões, mas as empresas interessadas poderão oferecer valor maior e até aumentar o lance durante o leilão na B3. Assim, o valor poderá até superar R$ 20 milhões. O vencedor também terá que pagar R$ 250 mil por ano para a prefeitura (R$ 8,75 milhões em valores atuais).

De acordo com a secretária, a expectativa é de que várias empresas apresentarão propostas e que haverá uma vencedora que vai assumir a gestão do Centrosul em janeiro de 2027.

Caso não houver vencedor – situação não esperada pela prefeitura – deverá ser feito um contrato provisório de gestão, mediante a apresentação de propostas. E a programação de eventos confirmada para o próximo ano continuará inalterada.

“Agora, estamos na fase de recebimento de questionamentos, dúvidas e impugnações por parte de empresas. Estamos respondendo a todas. No dia do leilão na bolsa todas as empresas interessadas participam da disputa de valores. Aquela que der o maior lance de outorga, fica sendo a vencedora provisoriamente até que analisemos a documentação dela. Estando tudo certo, a empresa será declarada vencedora”, explica a secretária Ketherine Schreiner.

Entre as que manifestaram interesse estão empresas de Santa Catarina e de outros estados. Um grupo tem sócio minoritário internacional. Considerando esse tipo de negócio, o vencedor poderá buscar sócios para as operações.

Dentro desse processo de licitação, no dia 14 de agosto, o prefeito Topázio Netto, a secretária Katherine Schreiner e outros secretários municipais realizaram um road show para a apresentação do projeto a investidores. Foi na B3, em São Paulo, para informar melhor grupos interessados.

Por que o Centrosul gera interesse

De acordo com a secretária, existe interesse grande por parte de empresas para participar do leilão em função do perfil do Centrosul. É um equipamento grande, que permite realizar uma série de férias e eventos. Está na região central de Florianópolis, que é uma cidade turística, onde muitas pessoas gostam de estar.

O empreendimento também está ao lado do mar, por isso seu espaço à beira-mar vai ganhar a área com restaurantes e bares. Além disso fica a apenas 20 minutos do Aeroporto Internacional Hercílio Luz e conta com uma programação consolidada de eventos.

Entre as obras que o grupo vencedor terá que fazer em até seis anos após o início das atividades estão a nova área gastronômica, um estacionamento térreo com 350 vagas, acesso para evitar filas de espera na avenida Gustavo Richard e nova passarela, mais adequada para portadores de necessidades especiais. Outra obra será um novo espaço para a unidade da Polícia Civil local.

‘Naming rights’ é uma possiblidade

Um desafio do novo gestor será aumentar a receita anual. Por isso poderá reforçar eventos e explorar as opções alternativas da área gastronômica, novo estacionamento e outras. Segundo o consórcio Magno Martins, que detém os serviços atualmente, a receita atual é de R$ 88 mil por dia útil, de ocupação. Como tem por ano uma média de 70 eventos, com 105 dias de ocupação, a receita fica em R$ 9,24 milhões.

Segundo a tendência atual de investimentos e parcerias com marcas fortes, o Centrosul poderá aderir também ao ‘naming rights”, que consiste em usar marca forte de uma empresa para ampliar receita.

Um exemplo recente em SC é o da WEG, grupo bilionário de Jaraguá do Sul que colocou sua marca no estádio do Grêmio Esportivo Juventus da cidade, ao lado da marca TopSun. Em São Paulo, o estádio do Palmeiras até há pouco teve a marca Allianz Parque e, agora, é Nubank Parque.


Publicado em 02 setembro de 2026

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