Novo eixo de desenvolvimento econômico de Florianópolis
Artigo de Rafael Salim
Empresário e vice-presidente da CDL Florianópolis
O Centro Leste de Florianópolis atravessa um processo consistente de requalificação urbana que produz efeitos concretos sobre a dinâmica econômica da Capital. Liderado pela CDL Florianópolis, o movimento articula intervenções estruturais, ativação do espaço público e governança local para reposicionar a região como um dos principais vetores de crescimento do município.
Mais do que ações isoladas, trata-se de uma estratégia integrada de regeneração urbana, baseada em evidências observadas em grandes centros globais. Ambientes seguros, bem iluminados e com qualidade paisagística ampliam o tempo de permanência das pessoas, aumentam o fluxo qualificado e impactam diretamente o varejo e os serviços.
No eixo da segurança, a implantação de um sistema inteligente de videomonitoramento com reconhecimento facial, integrado às forças públicas, elevou o padrão de controle. O reflexo é imediato na percepção da população e na retomada da circulação, indicadores vitais de saúde econômica.
A requalificação também avança sobre a ambiência urbana. O projeto de arborização atua no conforto térmico e na experiência de quem transita a pé. Estudos mostram que áreas arborizadas aumentam a propensão ao consumo e fortalecem os negócios locais. Somado a isso, o reforço na iluminação e na zeladoria contribui para um ambiente organizado e atrativo, tornando o Centro competitivo frente a outras centralidades da cidade.
Um dos pontos mais sensíveis da pauta atual é a gestão de resíduos. A CDL tem direcionado seu olhar para uma solução definitiva e estruturante: o desenvolvimento de um ponto fixo de coleta, que incluiria um Ecoponto. A proposta visa retirar o lixo das calçadas, oferecendo uma destinação técnica e organizada para os descartes de moradores e comerciantes, resolvendo um problema histórico de higiene e logística urbana.
Um indicador claro desse movimento é a evolução do fluxo de pessoas. Iniciativas de ativação como a Feira Viva Cidade registraram crescimento de 30% no público nos últimos meses. A feira se consolida como plataforma de ativação econômica ao integrar gastronomia e cultura, ampliando a ocupação positiva do espaço e criando um ambiente favorável para empreendedores. O efeito é multiplicador: mais pessoas nas ruas aumentam a segurança percebida e geram um ciclo virtuoso de investimentos.
(ND, 18/04/2026)
Publicado em 20 abril de 2026