A cidade que decidiu romper o ciclo das ruas

A frase que marca a trajetória de Vanderlei Santiago, 52, não costuma aparecer em diagnósticos oficiais, mas expressa uma realidade frequente entre pessoas em situação de vulnerabilidade. “A rua é mais viciante do que as drogas”, diz ele, que viveu mais de dez anos entre calçadas, terminais e marquises de Florianópolis, capital de Santa Catarina. “Você tem liberdade total pra fazer o que quiser. Não deve satisfação. Não decepciona ninguém… Mas o preço é alto demais.”

A história de Vanderlei ajuda a iluminar um processo que tem crescido no Brasil: a dificuldade de romper com a rua mesmo quando há tentativas de retorno. Em outubro de 2025, 358 mil brasileiros viviam em situação de vulnerabilidade social extrema, muitos deles presos a ciclos que envolvem rupturas familiares, dependência química, perda de vínculos e barreiras de acesso ao mercado de trabalho. Os dados do OBPopRua/UFMG indicam desafios estruturais e mostram a necessidade de respostas articuladas entre diferentes setores.

Em Florianópolis,uma articulação recente busca enfrentar esse ponto do processo de reinserção. Criada há dois meses, a Aliança por Floripa reúne organizações da sociedade civil e o Poder Público para empregar pessoas em situação de rua. Tudo com acompanhamento técnico, suporte social e uma rede que oferece acompanhamento contínuo.

(Confira a matéria completa em CDL, 04/12/2025)


Publicado em 05 dezembro de 2025

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