Artigo escrito Halem Guerra Nery, Presidente do Instituto Ambiental Ecosul, Florianópolis-SC (DC, 21/03/2010)
A incidência da farra do boi em algumas comunidades do litoral de SC conduz inevitavelmente à seguinte pergunta: por que, mesmo considerada inconstitucional em acórdão do STF e criminalizada pela Lei 9605/98 de Crimes Ambientais, alguns ainda persistem em manter e defendê-la, sob o pomposo jargão de tradição cultural? A resposta é óbvia: há interesses “superiores” em manter estas comunidades no mais profundo obscurantismo, onde nasçam, cresçam e morram enxergando apenas uma coisa: o boi.
Desde a década de 80, quando esta deformação cultural veio a público, é ostensivo o envolvimento, patrocínio e sua defesa por empresários, intelectuais, políticos, amplamente divulgados na imprensa. E a forma de reagir de seus defensores nestas décadas tem sido a mesma, sem uma polegada sequer de originalidade. Acusam aqueles que se insurgem contra a “inocente brincadeira” de praticarem etnocídio cultural e de não se preocuparem com a criminalidade e a miséria. Esquecem estes arautos da inclusão social que para solução desses problemas recolhemos pesados tributos.
A farra do boi hoje é uma questão meramente policial: é crime!!! Falta apenas as autoridades fazerem cumprir a lei e os farristas perceberem, tanto o crime que praticam quanto a manipulação e o cabresto que há por trás de seus defensores. E nem mesmo a persistência de alguns intelectuais que ainda se dispõem a defendê-la como tradição cultural, a pressão de empresários que a patrocinam em troca de pescado, a contumácia de políticos que a estimulam com fins eleitoreiros e a birra do rebanho que vende sua cidadania e alma em troca de bois para torturar, são suficientes para causar maiores danos à imagem do nosso Estado. Apesar deles, o Brasil e o mundo conseguem perceber que Santa Catarina não é só isso.
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