Baleeira: embarcação se tornou uma espécie de ponte entre a Ilha e os Açores
A caça à baleia é proibida no Brasil, mas a atividade – uma das mais importantes fontes de renda que as comunidades litorâneas já tiveram – deixou pelo menos uma herança que pode ser encontrada, fisicamente, perto dos ranchos de pesca que se espalham pela orla. Considerada um produto da genialidade dos construtores, a baleeira é uma embarcação nobre, de concepção sofisticada, cuja agilidade e segurança conquistaram a reverência e a admiração dos homens do mar.
Ainda que não encontre novos artífices que as fabriquem e as ofereçam aos pescadores, a baleeira é presença certa nas comunidades à beira-mar, passando por reparos e voltando sempre ao uso, para alegria dos profissionais do ramo. E é também objeto do carinho de artistas, como o fotógrafo florianopolitano Joel Pacheco, que tem livros publicados e vai abrir uma exposição sobre o tema na primeira semana de agosto, na cidade de Horta, na ilha açoriana do Faial.
Como em trabalhos anteriores, Pacheco faz na mostra um paralelo entre os Açores e a Ilha de Santa Catarina, que recebeu centenas de famílias do arquipélago a partir de 1748. Essa aproximação fez com que no título de uma de suas obras chamasse Florianópolis de “a décima ilha dos Açores”. Além do sempre recorrente tema da pesca, ele mostra similaridades nas festas religiosas, na cultura e em manifestações artísticas e folclóricas. Mas é nas baleeiras que concentra maior atenção.
(Confira a matéria completa em ND, 28/07/2024)
Publicado em 29 julho de 2024