Cobertura de esgoto: apesar de metas desafiadoras, SC só avançou metade do esperado em 2023
Mais de 70% da população de Santa Catarina não tem acesso à rede coletora de esgoto. O dado – chocante para um dos estados que mais se desenvolve e é referência em turismo e qualidade de vida no Brasil -, é o mesmo que o Núcleo de Dados do Grupo ND utilizou para iluminar um assunto urgente para o Estado no lançamento do projeto ‘Saneamento – Atraso e Desafio’, ainda em dezembro de 2022.
Mais de um ano depois, os números atualizados mostram um avanço tímido e abaixo do necessário nos dados, que deixam esta informação ainda atual.
As metas do Marco Regulatório do Saneamento estabelecem que os índices de cobertura de esgoto no país cheguem a 90% até 2033. A partir de 2023, o índice catarinense precisaria subir 6,4% ao ano. Além disso, há objetivos “caseiros” também desafiadores: a promessa de governo de Jorginho Mello é de atingir os 50% de cobertura em Santa Catarina até o fim do mandato, em 2026. Meta que também indica um crescimento de 6% ao ano.
Os dados do SNIS (Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento) atualizados no fim de 2023 mostraram um avanço de apenas 3% nos números de cobertura de esgoto em Santa Catarina, metade dos números almejados.
Para correr atrás dos indicadores, o Estado vai precisar “alavancar” o percentual nos próximos anos em um ritmo fora da curva, principalmente ao se considerar os dados históricos. De 2018 a 2022, por exemplo, o crescimento na rede coletora de esgoto em SC foi de 4%.
(Confira a matéria completa em ND, 06/03/2024)
Publicado em 06 março de 2024