Estudo do MPSC aponta carência na estrutura de segurança alimentar em Florianópolis
A ausência de equipamentos públicos de segurança alimentar em Florianópolis contrasta com a realidade social da cidade e a coloca em posição inferior às médias das capitais estaduais da Região Sul e do Brasil. A constatação é de um estudo elaborado pelo Centro de Apoio Operacional dos Direitos Humanos e Terceiro Setor (CDH), do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), que analisou a presença de restaurantes populares, cozinhas comunitárias e bancos de alimentos nas capitais brasileiras. A pesquisa concluiu que a capital catarinense apresenta uma “grave carência na implementação de política sistemática de segurança alimentar urbana”.
O levantamento revela que Florianópolis não possui restaurantes populares nem cozinhas comunitárias em funcionamento e conta apenas com um banco de alimentos. A situação chama atenção diante das características do município: a cidade possui mais de 537 mil habitantes, Produto Interno Bruto (PIB) superior a R$ 58 bilhões e mais de 3,2 mil pessoas em situação de rua. Além disso, dados do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social apontaram que mais de 1,4 mil famílias viviam em condição de insegurança alimentar na Capital catarinense em 2024.
Segundo o estudo, a estrutura disponível na Capital é insuficiente para responder à demanda existente. A análise identificou que Florianópolis está abaixo tanto da média nacional quanto da média da Região Sul na oferta de equipamentos públicos voltados à segurança alimentar. Entre as capitais sulistas, ocupa uma posição singular: é a única que não conta com restaurante popular em funcionamento – o único que havia foi fechado pelo Município -, enquanto Porto Alegre e Curitiba contam com seis unidades cada uma.
(Confira a matéria completa do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), 26/10/2026)
Publicado em 27 outubro de 2026