Dormir bem é essencial para a longevidade
Artigo de Fernanda Bornhausen
Coordenadora do Programa Floripa +100
Você dorme seis horas por noite e sente que está tudo bem? Talvez seu cérebro e seu corpo contem outra história.
Uma ampla revisão científica publicada em 2025 reuniu evidências mostrando algo que merece nossa atenção: podemos nos acostumar à sensação de dormir pouco sem perceber plenamente os prejuízos que estamos acumulando. (Fonte: Shah et al., American Journal of Lifestyle Medicine, 2025).
Dormir menos de sete horas de forma habitual está associado a impactos na atenção, memória, tomada de decisão e regulação emocional, além de aumentar os riscos de doenças cardiometabólicas e de transtornos mentais. Para adultos, a recomendação geral é dormir entre 7 e 9 horas de sono de qualidade por noite.
O sono é um dos seis pilares da Medicina do Estilo de Vida, ao lado da alimentação, atividade física, manejo do estresse, conectividade e controle de substâncias de risco. E talvez seja um dos mais negligenciados.
Durante o sono acontecem processos essenciais de restauração do organismo e consolidação da memória. Dormir não é desligar. É permitir que corpo e cérebro realizem um intenso trabalho de manutenção.
Quando falamos em HealthSpan – tempo de vida com saúde, vitalidade e propósito –, precisamos colocar o sono no centro dessa conversa se desejamos chegar aos 80, 90 ou 100 anos com saúde, autonomia, clareza mental e vitalidade.
No Floripa +100, fica a provocação: e se começássemos a tratar o sono como um investimento na nossa longevidade com saúde? Uma cidade que quer viver mais e melhor também precisa aprender a dormir melhor.
(ND, 28/09/2026)
Publicado em 28 setembro de 2026