FloripAmanhã participa de diálogo no MPSC sobre direito à moradia e inclusão social

Da esquerda para a direita, Jaime de Souza, Dr. Eduardo Sens, Rafael Irani, Anita Pires, Aliator Silveira e Dr. Daniel Rabello durante encontro institucional.
A FloripAmanhã participou de um encontro com o Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) para dialogar sobre a iniciativa Moradia Primeiro e os desafios relacionados à garantia do direito à moradia e à inclusão social em Florianópolis, na quarta-feira, 19/08, na sede do MPSC.
A reunião ocorreu a convite do promotor de Justiça e coordenador do Centro de Apoio Operacional dos Direitos Humanos e Terceiro Setor (CDH), Eduardo Sens dos Santos, e abriu espaço para a troca de informações sobre políticas públicas, vulnerabilidade social e caminhos possíveis para enfrentar questões urbanas complexas.
Moradia como ponto de partida
A metodologia Moradia Primeiro, conhecida internacionalmente como Housing First, propõe uma inversão na lógica tradicional de atendimento à população em situação de rua. Em vez de exigir que a pessoa passe primeiro por triagens, comprove sobriedade ou obtenha emprego, a abordagem considera a moradia segura como ponto de partida para a reconstrução da autonomia.
Em Florianópolis, essa lógica vem sendo aplicada em iniciativas como o projeto Moradia Acolhedora, desenvolvido pela Pastoral do Povo da Rua e pela Ação Social Arquidiocesana. O projeto-piloto teve início em 2018 e foi formalizado em 2022, com atuação em aluguel social, acolhimento, articulação com políticas públicas e ações de autonomia e renda.
Segundo dados apresentados ao MPSC, 34,7% dos participantes do programa alcançaram autonomia habitacional e financeira, 12,6% retornaram à família e 9,5% voltaram à cidade de origem com moradia garantida.
Por que isso importa para Florianópolis
O direito à moradia está diretamente ligado à qualidade de vida, à dignidade das pessoas e à construção de uma cidade mais justa. Para quem mora, vive ou ama Florianópolis, discutir esse tema significa olhar para um desafio que envolve planejamento urbano, assistência social, saúde, renda, inclusão e participação da sociedade civil.
Mais do que conhecer uma iniciativa, o encontro reforçou a importância de aproximar diferentes atores e conhecimentos. O diálogo entre poder público, Ministério Público, organizações sociais e sociedade civil contribui para ampliar a compreensão sobre problemas estruturais e buscar soluções que considerem a realidade das pessoas.
Articulação em favor da cidade
A participação da FloripAmanhã reforça uma de suas principais frentes de atuação: promover o diálogo entre sociedade civil, instituições públicas e diferentes setores comprometidos com o futuro de Florianópolis.
A Associação valoriza iniciativas que estimulam a escuta, a articulação e a construção colaborativa, fortalecendo a participação da sociedade na busca por soluções para a cidade.
Quando diferentes setores se encontram para dialogar, ampliam-se as possibilidades de construir caminhos coletivos para uma Florianópolis mais humana, inclusiva e sustentável.
Publicado em 21 agosto de 2026