Seminário promovido pela CASAN debate contaminantes emergentes e desafios no tratamento de água
A CASAN realizou nesta quarta-feira (13), em Florianópolis, o seminário “Contaminantes Emergentes em Águas: aptidões atuais das tecnologias de tratamento de águas e a maturidade das legislações”. O evento ocorreu no Centro de Inteligência Operacional (CIOM) e reuniu especialistas, pesquisadores e representantes de instituições ligadas ao saneamento e à pesquisa científica.
A iniciativa foi promovida em parceria com a UFSC e a FEESC, marcando o início de um convênio voltado ao avanço técnico-científico na avaliação e regulamentação dos chamados contaminantes emergentes.
Entre os contaminantes debatidos estão substâncias como fármacos, hormônios, produtos de higiene pessoal, microplásticos e agrotóxicos, compostos que podem impactar os ecossistemas aquáticos e a qualidade da água, mas que ainda não são amplamente contemplados pelas legislações tradicionais de tratamento.
O acordo firmado entre as instituições prevê investimento de R$ 1,8 milhão em pesquisas relacionadas ao tema. Durante o seminário, especialistas da CASAN, UFSC e FEESC participaram de palestras e debates técnicos ao longo do dia.
No período da tarde, o encontro também contou com representantes da UFPR e do IMARCE, instituições parceiras da Companhia em projetos de pesquisa voltados à qualidade da água e ao saneamento.
Segundo o engenheiro sanitarista da Divisão de Meio Ambiente da CASAN, Rodrigo Puerari, o principal objetivo é ampliar o conhecimento técnico sobre os contaminantes emergentes e preparar os sistemas de tratamento para futuras exigências regulatórias.
“O seminário tratou de um desafio cada vez mais presente no setor de saneamento: ampliar o conhecimento sobre os contaminantes emergentes e preparar os sistemas de tratamento para futuras exigências regulatórias”, destacou.
Já o professor da UFSC, William Gerson Matias, ressaltou a importância da integração entre pesquisa científica e aplicação prática no setor de saneamento.
“A cooperação entre CASAN, UFSC e instituições parceiras fortalece o desenvolvimento de soluções inovadoras para a gestão dos recursos hídricos”, afirmou o professor, citando estudos relacionados à caracterização de contaminantes, tecnologias de remoção, toxicidade e uso de inteligência artificial para apoio à tomada de decisão e proteção da saúde pública.
(Portal Sul de Floripa, 13/05/2026)
Publicado em 14 maio de 2026