Turismo em Floripa muda de perfil: cai chegada por estrada e sobe fluxo aéreo

Da Coluna de Renato Igor (NSC, 28/02/2026)

O verão em Florianópolis foi frustrante para a maioria dos que vivem do turismo. Isso não significa, porém, que a temporada tenha sido ruim para todos — nem que tenha sido, necessariamente, muito fraca. O principal problema foi a comparação com 2025, que registrou um movimento fora da curva, realmente excepcional.

Talvez na expectativa de que o mesmo se repetisse em 2026, houve exagero nos preços: os aluguéis subiram, o “olho cresceu” e o turista fez as contas. O resultado foi sentido ao longo da temporada.

Ainda assim, há pontos positivos. O número de turistas em voos internacionais cresceu 15%, enquanto os voos nacionais registraram alta de 7%. Trata-se de um público com maior poder de gasto em relação aos visitantes que chegam por via terrestre.

Na rodoviária, o movimento caiu 4% — embora tenha aumentado 10% na comparação com 2024. Também foi perceptível a redução no número de carros, que tradicionalmente representam cerca de 70% dos turistas, além da diminuição das excursões de ônibus.

Para o segmento de aluguéis, bares, restaurantes e pousadas, a avaliação média é de uma temporada abaixo do esperado. Quem apostou em tíquete médio mais alto teve desempenho melhor, embora esse seja um público menor e bem mais segmentado.


Publicado em 02 março de 2026

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