FloripAmanhã participa da construção de estratégias para a biodiversidade na Grande Florianópolis

Fotografia de oficina colaborativa com nove participantes sorrindo ao redor de uma mesa com post-its em sala de evento.Encontro marcou o início da construção participativa da EPAB na Grande Florianópolis.

A construção participativa da Estratégia e Plano de Ação para a Biodiversidade (EPAB) da Região Metropolitana de Florianópolis começou na quarta-feira, 18/03, na sede da Associação dos Municípios da Região da Grande Florianópolis (GRANFPOLIS), no bairro Capoeiras, em Florianópolis.

O encontro reuniu representantes do poder público, da sociedade civil, de universidades e do setor privado para iniciar a elaboração de um instrumento de planejamento regional voltado à proteção da biodiversidade e ao fortalecimento das contribuições da natureza para a vida nas cidades. A FloripAmanhã participou da atividade, representada pela diretora adjunta de Meio Ambiente, Salete Pereira.

A EPAB é proposta como uma ferramenta de planejamento para orientar ações em prol de espécies, ecossistemas e serviços da natureza relevantes para o contexto social, econômico e ambiental da Grande Florianópolis. O processo prevê diagnóstico técnico e jurídico-institucional, articulação entre diferentes setores, participação social e consulta pública, com o objetivo de garantir consistência, legitimidade e condições de implementação.

Biodiversidade e planejamento regional

Para a FloripAmanhã, a construção da Estratégia e Plano de Ação para a Biodiversidade está alinhada à defesa de soluções colaborativas para o desenvolvimento sustentável e a qualidade de vida nos municípios da região metropolitana. A proposta reforça a relação entre preservação ambiental, planejamento territorial e futuro urbano, em um contexto em que os desafios ambientais exigem articulação e ação coordenada.

Salete Pereira

Salete Pereira

“A participação da FloripAmanhã na EPAB destaca que o futuro das nossas cidades depende da integração entre urbanismo e natureza. Não se trata apenas de preservação, mas de planejar uma região metropolitana resiliente, onde a biodiversidade é o pilar para cidades mais saudáveis, inteligentes e preparadas para os desafios climáticos”, destaca a diretora adjunta de Meio Ambiente, Salete Pereira.

A Região Metropolitana de Florianópolis reúne nove municípios inseridos no bioma Mata Atlântica, com ecossistemas como manguezais, restingas, dunas e lagoas, além de mais de 30 unidades de conservação. Entre elas estão o Parque Estadual da Serra do Tabuleiro, a Estação Ecológica de Carijós, a Reserva Extrativista Marinha do Pirajubaé e o Monumento Natural Cachoeira do Amâncio. Esse patrimônio ambiental convive com pressões crescentes, especialmente as associadas à expansão urbana, o que amplia a importância de instrumentos de planejamento integrados e de longo prazo.

Construção coletiva e visão de futuro

Entre os resultados esperados com a construção da Estratégia e Plano de Ação para a Biodiversidade estão o aperfeiçoamento da gestão dos recursos naturais, a proteção e restauração de ecossistemas, o fortalecimento da economia da sociobiodiversidade, o aumento da resiliência ambiental e a ampliação das contribuições da natureza para a sociedade, com impactos sobre a segurança hídrica, a segurança alimentar e a qualidade de vida. O processo também busca promover justiça socioambiental, ao considerar de forma integrada os efeitos da degradação ambiental sobre os territórios e as pessoas.

Esses avanços são apontados como necessários diante dos efeitos do desequilíbrio global dos sistemas naturais, como a intensificação de eventos climáticos extremos, o declínio e a extinção de espécies, a pressão sobre os recursos naturais e os riscos para a economia e para a vida urbana.

A iniciativa integra o projeto CITinova II, voltado ao planejamento integrado das cidades e ao investimento em tecnologias urbanas inovadoras. O projeto é coordenado pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e executado pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), pelo Fundo Brasileiro para a Biodiversidade (Funbio) e pela Agência Brasileira de Cooperação (ABC), com financiamento do Fundo Global para o Meio Ambiente (GEF) e parcerias do Ministério das Cidades e do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima.

Ao acompanhar esse processo, a FloripAmanhã soma-se a uma agenda que relaciona biodiversidade, planejamento territorial e desenvolvimento regional. A construção coletiva da EPAB abre espaço para que diferentes setores contribuam com uma visão compartilhada sobre o futuro da Grande Florianópolis.


Publicado em 20 março de 2026

Categorias:
Institucional, Meio Ambiente, Radar
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