Acap convida para visita guiada a “Desdobramentos de uma História”
A Acap (Associação Catarinense dos Artistas Plásticos) promove nesta segunda-feira (22 de setembro), às 16h, uma visita guiada à exposição “Desdobramentos de uma História”, em homenagem a três dos seus oito fundadores – Meyer Filho, Martinho de Haro e seu filho, Rodrigo de Haro. A atividade faz parte da exposição que está em cartaz desde 3 de setembro no Espaço Cultural BRDE – Governador Celso Ramos, em Florianópolis, marcando as comemorações dos 50 anos da associação.
A visita guiada será conduzida pela curadora Meg Tomio Roussenq e pelos artistas participantes desta que é a terceira exposição das seis programadas pela Acap neste ano.
A atual mostra foi concebida em três eixos: “Martinho de Haro: A Arte de Instaurar Existências Mínimas”, “Meyer Filho: O Calculista Delirante” e “Rodrigo de Haro: Herdeiro de Morfeu”, em que os associados ressignificam as obras destes artistas que fizeram história no Estado e no país.
A diretoria e a curadoria aguardam com expectativa a atividade. Será um momento em que o público terá a oportunidade de conhecer a concepção de cada obra e entender todo o processo criativo inspirado nestas três personalidades que são referência na arte.
Desvendando talentos e espalhando emoções
O presidente da Acap, Gelsyr Ruiz, relata os momentos de integração da classe artística neste ano festivo, frisando a alegria de unir artistas veteranos e da nova geração. Outro fator que chama atenção é o uso de diferentes técnicas e materiais, que resultaram em um conjunto significativo, onde as investigações estéticas acompanham a evolução tecnológica e social.
Além dos artistas, a Acap também convidou amigos e parentes dos três homenageados para o lançamento da exposição, no dia 3. Entre os presentes, o neto de Ernesto Meyer Filho, Iaell Meyer Nunes, e a mulher, Jeniffer Ávila, levaram os filhos, Iago, 15 anos, e Ianna Ávila Meyer Nunes, 6. Uma curiosidade é que Ianna nasceu no mesmo dia em que o bisavô completaria 99 anos, em 4 de dezembro – ele de 1919 e ela, em 2018.
A vice-presidente da Acap, Maria Esmênia, que participa com “O Encontro dos Abduzidos”, inspirado no artista, ficou feliz ao saber que a árvore colorida – uma das marcas de Meyer Filho – também estampou o vestido do primeiro aniversário da pequena Ianna.
Já Rodrigo Pereira, espelhado na obra de Martinho de Haro, “Hotel La Porta” (1970/1975), usou diferentes técnicas para proporcionar ao público uma viagem no tempo. O antigo prédio da Alfândega, o casario, o Hotel La Porta, o Castelinho, o Miramar, as embarcações e o mar estão presentes na obra, em que uma intervenção se completa com uma lâmina transparente, que reproduz a imagem de uma charrete. Ele explica que a projeção da sombra da charrete sobre a tela não é aleatória, pois o objetivo é provocar uma reflexão sobre a dinâmica urbana e a memória coletiva.
Miriam Porto instiga o espectador diante de “Saudades”, uma fotografia em que o céu azul reflete na água da pequena fonte existente no Parque Dona Tilinha. Na frente do chafariz, em cima do pontilhão, ela e outras crianças brincavam e costumavam tirar fotos nos fins de semana. “Aquele local nos pertencia, representando marcos profundos em nossas vidas. Porque a memória não se traduz apenas em grandes narrativas, mas nas ínfimas sensações, como aquele céu de outono de vibrante azul, tantas vezes exortado por Martinho de Haro”, frisa.
Entre os trabalhos criados em memória a Rodrigo de Haro, Dulce Penna apresenta “A Máscara Flutuante”, que nasceu de uma peça de cerâmica que ficou por 12 anos quebrada e jogada no jardim, até que, resgatada, traz a representação da dualidade humana.
Rodrigo Gonçalves participa com “Entre o que sustenta e o que cede”, uma linha que desenha e atravessa o espaço como quem arrisca um toque, como quem deseja sem encostar. “O gesto da costura não é apenas reparo, mas insistência: ponto a ponto, uma fricção que lembra, que chama. O vermelho risca o ar como quem percorre uma pele que já não está. Tudo ali vibra: a dobra, o pêndulo, a suspensão… A moldura é só um limite aparente — o que se revela é o interior do gesto, a carne do tempo”, sintetiza.
Em memória a Rodrigo de Haro, Dulce Penna apresenta “A Máscara Flutuante”, que nasceu de uma peça de cerâmica que ficou por 12 anos quebrada e jogada no jardim, até que, resgatada, traz a representação da dualidade humana.
PARA VISITAR
Visita guiada: 22/9, às 16h
Quando: de 4/9 a 1/10/2025, de segunda a sexta-feira, das 13h às 19h
Quanto: entrada gratuita
Onde: Espaço Cultural BRDE (avenida Hercílio Luz, 617, Centro, Florianópolis)
(Assessoria de Imprensa Acap)
Publicado em 22 setembro de 2025