Antiga rodoviária: MPSC solicita demolição imediata do prédio

O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) solicitou à Justiça a demolição imediata e completa do Complexo da Antiga Rodoviária de Florianópolis. O futuro do prédio, localizado no Centro da Capital, entre as avenidas Mauro Ramos e Hercílio Luz, já era alvo de debates há alguns anos.

O promotor Fabrício José Cavalcanti, da 30ª Promotoria de Justiça da Capital solicitou o pedido, protocolado junto à 3ª Vara da Fazenda Pública da Comarca da Capital, na sexta-feira (8).

Segundo Cavalcanti, o pedido se baseia no avançado estado de degradação do prédio, constatado em uma vistoria realizada em 31 de julho. Por conta dos graves problemas estruturais, o complexo apresenta risco à segurança e à saúde pública.

Além disso, laudos da Defesa Civil e Corpo de Bombeiros já haviam constatado que o imóvel apresentava risco de desabamento. E ainda, não possui um sistema de proteção contra incêndio.

Anteriormente, o prefeito de Florianópolis, Topazio Neto, havia solicitado à Justiça a demolição da antiga rodoviária. Isso porque os custos de demolição seriam menores em relação à restauração: R$ 450,8 mil para demolir e R$ 5,7 milhões para reformar. No entanto, a Justiça negou o pedido.

Posteriormemte à decisão contra o pedido do prefeito, o MPSC obteve na Justiça uma medida cautelar para proteger temporariamente o complexo até a conclusão de um estudo técnico sobre seu possível valor histórico, cultural ou artístico.

Histórico da antiga rodoviária
O antigo terminal rodoviário de Florianópolis foi construído em 1959, com base na Lei Municipal nº 319/1957. Embora inicialmente planejado para abrigar um mercado público, o projeto evoluiu para se tornar a principal rodoviária da Capital. Assim funcionou até meados de 1981.

Durante décadas, o espaço também abrigou diversos tipos de comércio, tornando-se um ponto de referência urbana. A legislação original previa que o terreno seria cedido à iniciativa privada, que teria direito à exploração comercial por 30 anos, com possibilidade de renovação ou incorporação ao patrimônio municipal mediante indenização.

No entanto, nenhuma dessas alternativas se concretizou efetivamente. Atualmente, a estrutura se encontra desocupada, cercada por tapumes frágeis e utilizada como abrigo por pessoas em situação de rua, usuários de drogas e foragidos da Justiça.

(Gurarema News, 11/08/2025)


Publicado em 11 agosto de 2025

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