Territórios criativos em foco: FloripAmanhã reúne especialistas e gestores
A FloripAmanhã promoveu o quarto painel da série FloripAmanhã 20+ | Diálogos para o Futuro, intitulado “Economia Criativa e Desenvolvimento Regional”, em 24 de julho de 2025, reunindo especialistas, gestores públicos, pesquisadores e ativistas sociais para debater temas centrais da economia criativa.
O evento contou com a abertura do presidente da FloripAmanhã, Salomão Mattos Sobrinho, que destacou a importância de projetar o futuro da economia criativa para Florianópolis e para o Brasil. Em seguida, Anita Pires, conselheira da FloripAmanhã e coordenadora do Programa Florianópolis Cidade Criativa UNESCO da Gastronomia, destacou a participação de representantes que estiveram em Macau, China, em eventos de gastronomia, enfatizando o valor do intercâmbio cultural e econômico e o papel da rede mundial de Cidades Criativas da Gastronomia da UNESCO.
Perspectivas sobre economia criativa e territórios criativos
Clarissa Stefani (UFSC) apresentou a economia criativa como um ecossistema urbano capaz de gerar valor ao integrar estética, cultura, tradição e inovação. “Territórios criativos combinam identidade cultural e diversidade, mas só se mantêm viáveis quando contam com políticas públicas de governança colaborativa e financiamento diversificado”, afirmou. Ela ressaltou que setores como música, audiovisual, artes visuais, design, arquitetura e turismo devem atuar de forma sinérgica e citou projetos de living labs e distritos criativos em Santa Catarina como referências bem-sucedidas.
Projetos comunitários e governança
O engenheiro Milton Zuanazzi, ex-Secretário Nacional de Políticas de Turismo, reforçou que “o turismo precisa primeiro beneficiar a comunidade local” e alertou para o risco de degradação quando iniciativas crescem sem participação cidadã. Em seguida, o historiador Marcos Canetta (UDESC), idealizador da Escola Dom Olodum Sul, expôs o case de transformação de um terminal abandonado no Jardim Atlântico em polo de educação, cultura e economia criativa, autossustentável há três anos e voltado à inclusão de pessoas com autismo e TDAH. “As periferias podem ser centros de desenvolvimento social, cultural e econômico quando recebem apoio técnico e parcerias sólidas”, declarou Canetta.
No debate geral, foram discutidas fontes de financiamento — público, privado, social e relacional —, a profissionalização de organizações sociais e a urgência de resolver entraves estruturais como o saneamento básico no Jardim Atlântico. Entre os encaminhamentos, destacaram-se visitas técnicas ao Instituto Liberdade, convite ao prefeito para reunião no local e fortalecimento de parcerias entre poder público, academia e sociedade civil.
O painel também anunciou a palestra da Dra. Vanessa Braga, procuradora-geral do Ministério Público de Santa Catarina, sobre o papel do órgão em cidades sustentáveis, marcada para 7 de agosto. Com este encontro, a FloripAmanhã reafirma seu compromisso de articular políticas eficazes, inovação e inclusão social para promover o desenvolvimento territorial de Florianópolis.
A Associação FloripAmanhã é uma entidade signatária do Movimento Nacional ODS Santa Catarina.
Essa iniciativa voluntária, de caráter apartidário, plural e ecumênico, é voltada à promoção dos compromissos da Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável. Composto por mais de 500 signatários e presente em 54 municípios, o movimento atua por uma sociedade inclusiva, ambientalmente sustentável e economicamente equilibrada. Várias ações desenvolvidas pela FloripAmanhã estão diretamente vinculadas aos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável.
Publicado em 28 julho de 2025